Omar Nasser, da Fiep*
Curitiba – Entre janeiro e novembro de 2007, as vendas da indústria paranaense superaram em 11% o acumulado em igual período do ano anterior. O bom desempenho dos segmentos do agronegócio, petróleo, veículos, máquinas, equipamentos e eletrodomésticos foi a principal causa do crescimento. Quanto às exportações, a expansão foi de 34%. Os números são do Departamento Econômico da Federação das Indústrias do Estado do Paraná.
Os dados permitem antever 2007 como o melhor ano da indústria paranaense desde que o acompanhamento das vendas começou a ser feito, em 1986. “A previsão é de um aumento superior a 10% nas vendas totais da indústria paranaense em 2007 em comparação ao ano anterior”, afirma Maurílio Schmitt, coordenador do departamento.
As vendas feitas pela indústria do Paraná a outros estados apresentaram aumento de 40% em relação aos primeiros onze meses de 2006. Dentro do estado, o crescimento foi de 36%. Quanto às exportações, a alta foi de 24%.
As exportações do Paraná aos países árabes aumentaram 20% nos primeiros onze meses de 2007 em relação a igual período do ano anterior. Foram US$ 572,6 milhões, contra US$ 477 milhões registrados entre janeiro e novembro de 2006.
Setores
“O agronegócio exerceu forte influência no bom resultado das vendas industriais”, declara Schmitt. A expressiva safra de grãos do estado no biênio 2006/2007, de 25,8 milhões de toneladas, aliada ao bom desempenho fitossanitário da produção agropecuária, elevou as vendas do segmento de “produtos alimentícios e bebidas” em 16% nos primeiros onze meses de 2007, em comparação com igual período de 2006.
Enquanto isso, o setor de “petróleo e produção de álcool” teve aumento de 2,8%. Um dos motivos do crescimento são os investimentos da Petrobrás na Refinaria Presidente Getúlio Vargas. Situada em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, a unidade está recebendo US$ 2,1 bilhões, num cronograma que vai até 2011 e prevê a expansão na produção de gasolina e biodiesel. Outra causa é o aumento da área plantada e da produção de cana-de-açúcar, de 12,8% e 24%, respectivamente.
A ampliação do crédito para aquisição de veículos aumentou a demanda por automóveis, expandindo as vendas do gênero “fabricação e montagem de veículos automotores” em 23,29%. O setor de “máquinas e equipamentos” apresentou a maior expansão de vendas: 24,17%. Esta alta foi impulsionada pelo crescimento de dois grupos de bens: máquinas agrícolas (em decorrência da boa safra agrícola) e linha branca (geladeira, fogão, etc.), impulsionada pelo aumento do crédito pessoal.
*Federação das Indústrias do Estado do Paraná

