Da redação
São Paulo – A indústria gráfica brasileira espera crescer entre 4% e 5% no próximo ano. Boa parte desse crescimento deve vir das exportações, de acordo com estimativas da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf). O setor gráfico brasileiro atua na fabricação de produtos como embalagens, etiquetas, envelopes e cadernos, e impressão de materiais fiscais e promocionais, formulários, livros e cartões. Os livros ocupam a maior parte da produção, seguidos por etiquetas e embalagens.
Neste ano de 2006, o crescimento da indústria gráfica nacional deve ficar em 2,7%, segundo a Abigraf. Também foram as exportações que garantiram o melhor desempenho do setor. A expectativa é que a indústria gráfica acumule vendas de R$ 16,27 bilhões até o final do ano. No ano passado, a receita total das empresas que atuam no setor ficou em R$ 15,84 bilhões. As vendas ao mercado externo, nos dez primeiros meses de 2006, ficaram em US$ 228,53 milhões, com crescimento de 55% sobre o mesmo período do ano anterior.
Na pauta de exportações, o produto que teve maior destaque foi o caderno. As vendas externas de cadernos chegaram a US$ 78,95 milhões no período. O segundo item que teve mais pesos nas exportações foi a embalagem, com vendas de US$ 61,34 milhões. As importações de produtos gráficos alcançaram US$ 168 milhões entre janeiro e outubro deste ano de 2006, gerando um superávit de US$ 60,52 milhões.
O setor gráfico nacional é composto por mais de 19 mil empresas. A maior parte delas está localizada nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais. A grande maioria – 90,5% – é de micro e pequeno porte. Estas empresas, no entanto, respondem apenas por 5% da receita de vendas do setor e por 38,6% dos empregos. As médias e grandes empresas respondem por 95% da receita.
Até o mês de outubro, a indústria gráfica nacional empregava 188 mil pessoas. Em 2005, de acordo com dados do Ministério do Trabalho, o setor tinha 183 mil empregados. Foram gerados cerca de cinco mil empregos neste ano. Entre os trabalhadores do setor, 41% têm como nível de escolaridade o segundo grau completo e 25% recebe entre dois e três salários mínimos.

