Da redação
São Paulo – A indústria gráfica vem reduzindo anualmente o déficit de sua balança comercial e, em 2003, pela primeira vez em dez anos, obteve superávit. Foram US$ 73,7 milhões, contra o resultado negativo de US$ 21,14 milhões em 2002, informou a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
O crescimento de 2,58% no faturamento global do setor, que arrecadou um total de US$ 4,53 bilhões, deve-se ao aumento dos preços médios das exportações e à valorização do dólar frente ao real.
Os bons resultados levaram a um aumento da participação da indústria gráfica no PIB nacional (de 0,96% para 1,03%) e no PIB industrial (de 2,76% para 2,84%). Ainda assim, Mário César de Camargo, presidente da Abigraf (Associação Brasileira da Indústria Gráfica), acredita que 2003 foi apenas um ano de ajustes. É em 2004 que haverá crescimento.
Segundo o presidente, desde 2002 o surgimento do mercado externo como alternativa ao setor é responsável pela melhora nos números finais. "O produto gráfico brasileiro tem qualidade e preço competitivo e, aos poucos, está conquistando espaço". As exportações dessa indústria atingiram US$ 176 milhões, contra US$ 138,9 milhões em 2002, representando crescimento de 27,5%.
Graças ao superávit do setor o número de gráficas e de empregos mantiveram-se estáveis em 2003. Apesar dos ajustes, o setor terminou o ano com 15.178 empresas e cerca de 196 mil postos de trabalho. Quanto aos investimentos nos parques gráficos houve uma queda de 30% em relação ao ano anterior. Em 2003 o valor investido somou US$ 279,9 milhões. No período de 1994 a 2003, esse valor está acumulado em aproximadamente US$ 6 bilhões.
Consumo de papel e desempenho dos setores
O consumo aparente do papel em 2003 foi da ordem de 2,16 milhões de toneladas (contra 2,21 milhões de toneladas em 2002).

