São Paulo – Empresas que produzem alimentos halal em 15 países islâmicos terão suas ações reunidas no Halal Index, índice que será lançado na sexta edição do Fórum Halal Mundial, na Malásia, que acontece nos dias 04 e 05 de abril, de acordo com informações da organização do evento.
As 274 companhias que irão compor o índice estão localizadas no Bahrein, Egito, Indonésia, Jordânia, Cazaquistão, Kuwait, Malásia, Marrocos, Omã, Paquistão, Catar, Arábia Saudita, Tunísia, Turquia e Emirados Árabes Unidos. Juntas, o valor de mercado destas indústrias soma US$ 115 bilhões.
De acordo com informações da Thomson Reuters, grupo que apoia a criação do índice, em um segundo estágio, o Halal Index irá incluir ações de empresas produtoras de alimentos halal em países que fazem parte da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
A companhia IdealRatings, consultoria financeira que lida especialmente com empresas islâmicas, é a responsável pelo desenvolvimento e pela gestão do índice.
“Este é um primeiro passo no que chamamos de Halal 2.0, no qual uma das maiores mudanças que veremos na próxima década será a interação entre o setor halal e o setor financeiro islâmico”, declarou Abdalhamid Evans, diretor do Fórum Halal Mundial, em nota divulgada à imprensa. “Isto é inevitável, eles são os dois maiores setores de negócios que seguem a Sharia (lei islâmica), e ainda há pouca ou nenhuma interação entre eles. A fusão destes dois setores dará abertura a um novo crescimento e à criação de riquezas”, completou.
Fórum
O Fórum Halal Mundial é o principal evento da indústria global de alimentos islâmicos, estimada em US$ 661 bilhões, e que apresenta um crescimento de 15% ao ano. A partir de 2011, o evento torna-se uma Organização Não-Governamental que visa a promover mudanças no mercado de alimentos voltado ao consumo de muçulmanos.
Nos dois dias de evento em Kuala Lumpur, capital da Malásia, a organização espera receber 900 delegados de mais de 30 países. O tema do fórum este ano é “Em Busca de uma Economia Halal: O Poder dos Valores nos Mercados Globais”.
A Central Islâmica Brasileira de Alimentos Halal (Cibal Halal), que é o braço operacional da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras), enviará uma delegação ao evento em busca de novos mercados para os alimentos halal produzidos no País. “Estamos participando do evento para mostrar que tem halal no Brasil”, afirma Nizar El Ghandour, supervisor-geral da entidade.
Em 2010, o Brasil exportou o equivalente a US$ 973,7 milhões em carne bovina e 2,34 bilhões em carne de aves aos países árabes. Com sua presença no evento, a Cibal quer atingir outros mercados muçulmanos, como a própria Malásia e também a Indonésia. Além de carne bovina e aves, o Brasil também fabrica produtos industrializados com a certificação halal, como açúcar, queijo, leite, doces, entre outros.

