São Paulo – Os investimentos da indústria química no Brasil podem chegar a US$ 26 bilhões. O dado consta de um levantamento feito pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) com cerca de 800 empresas do ramo, divulgado hoje (07).
De acordo com a entidade, projetos já aprovados e que estão em andamento representam US$ 10,9 bilhões do total; US$ 11,9 bilhões se referem a negócios em estudo; e US$ 3,3 bilhões dizem respeito a gastos com manutenção, melhoria de processos, segurança e meio ambiente. A Abiquim prevê a geração de 5,8 mil empregos diretos com os investimentos no período.
Segundo a associação, o Rio de Janeiro é o estado que deverá receber o maior volume de recursos da indústria (US$ 9,17 bilhões), sendo que boa parte será destinada à construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), da Petrobras. A construção do pólo começou em 2008 com investimentos iniciais previstos em US$ 8,4 bilhões.
Em seguida vêm Minas Gerais (US$ 3,53 bilhões), São Paulo (US$ 3,14 bilhões), Bahia (US$ 1,54 bilhão) e Pernambuco (US$ 1,23 bilhão). Mais US$ 3,51 bilhões devem ser aplicados em empreendimentos ainda sem local definido.
A Abiquim destaca ainda que, com o Pacto Nacional da Indústria Química, lançado pela entidade no mês passado, os investimentos no setor poderão chegar a US$ 132 bilhões até 2020.
O plano elenca uma série de medidas a serem tomadas pelo Poder Público e a iniciativa privada com o objetivo de por o Brasil entre os cinco maiores produtores de químicos no período, tornar a balança comercial do ramo superavitária – de janeiro a novembro de 2009, por exemplo, ela estava deficitária em US$ 14,4 bilhões – e transformar o país líder em “química verde”.
Se isso efetivamente ocorrer, a Abiquim estima a geração de 2,3 milhões de postos de trabalho.

