Da redação
São Paulo – A Confederação Nacional da Indústria (CNI), entidade que representa os industriais brasileiros, projeta um crescimento de 4,2% para o Produto Interno Bruto (PIB) do país neste ano de 2007. O PIB é a soma de todas as riquezas produzidas. O número significa melhoria de otimismo na indústria brasileira, já que a última projeção, divulgada no final de 2006, era de crescimento de 3,4%.
A entidade aponta, de acordo com nota divulgada à imprensa, duas razões para o aumento de 0,8 pontos percentuais: o dinamismo maior na economia do que o esperado durante o primeiro trimestre deste ano e a mudança de metodologia de cálculo adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o entendimento da CNI, crescimento econômico será sustentado principalmente pela demanda interna, que deverá crescer 5,8%. Todos os componentes da demanda interna, como consumo das famílias e consumo do governo, devem expandir-se em 2007, acima da média do PIB.
O consumo das família deve ser 5,2% maior, segundo a CNI. Isso é explicado pela melhoria das condições de tomada de crédito e pela expansão da renda, seja por conta de salários, seja devido aos benefícios sociais. Na previsão da entidade, o consumo do governo deverá crescer 4,4% neste ano.
A indústria, porém, deverá se expandir a um ritmo menor do que o resto da economia, de acordo com a avaliação da entidade. No final de 2006, a CNI previa que o PIB do setor teria uma variação anual de 4,2% em 2007. Agora, a entidade acredita que o crescimento da indústria será de 4%. Os economistas da entidade avaliam, porém, o desempenho do PIB em geral como fraco, causado principalmente baixa poupança interna.

