Da redação
São Paulo – As indústrias catarinenses pretendem investir R$ 4,2 bilhões até o final de 2007. O dinheiro será usado para atualização tecnológica, como compra de máquinas e equipamentos. O dado faz parte de uma pesquisa feita pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) com apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).
Do total que será investido, R$ 2,5 bilhões serão destinados às indústrias instaladas no próprio estado, R$ 1,5 bilhão a unidades das empresas em outros estados do Brasil e R$ 179 milhões irão para plantas no exterior. O setor de alimentos é o que programa maiores investimentos, com R$ 1,8 bilhão, que corresponde a 42% do total. As indústrias de material elétrico e de comunicação, as metalúrgicas e as mecânicas também estão entre as que mais vão investir.
As empresas de Santa Catarina exportam para os países árabes. As vendas do estado para os países da região somaram US$ 60,66 milhões nos quatro primeiros meses do ano. Os principais produtos embarcados foram carnes, cerâmica, madeira e óleo de soja. No entanto, os árabes não fazem parte da lista dos principais países que vão receber investimentos catarinenses, que são China, Itália, Eslováquia e Argentina.
Já no mercado interno, os estados que vão contar com investimentos de Santa Catarina são Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Paraíba, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Ceará e Sergipe. O estudo mostra que 63% dos investimentos serão realizados com recursos das próprias empresas catarinenses, 15,7% de bancos de fomento, 13,4% com financiamento de bancos nacionais e o resto com recursos de outras fontes.
As indústrias catarinenses apontam que vão investir fora do estado devido à existência de unidades fabris de empresas do estado, oferta de incentivos fiscais, questões de logística, melhor infra-estrutura, disponibilidade de mão-de-obra qualificada, captação de novos clientes e maior proximidade do mercado consumidor e fornecedor. Já os investimentos no exterior visam manter posição no mercado internacional. O estudo foi realizado com 147 empresas do estado.

