Rio de Janeiro – A inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou 2011 com uma taxa acumulada de 6,5%, o maior resultado desde 2004, quando o índice subiu 7,6%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (06) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O indicador atingiu o teto da meta estipulada pelo Banco Central (BC) para 2011, de 4,5%, com margem de 2 pontos percentuais para baixo ou para cima.
No resultado mensal, o IPCA subiu 0,5% em dezembro de 2011, após aumentar 0,52% em novembro. Em dezembro de 2010, a taxa havia ficado em 0,63%. O IPCA é o índice utilizado pelo governo para definir o regime de metas de inflação no País.
O presidente do BC, Alexandre Tombini, disse, porém, que a inflação ao consumidor está em trajetória de queda e continuará recuando em 2012.
Em nota, Tombini afirmou que a “inflação ao consumidor medida pelo IPCA, em linha com o cenário antecipado pelo Banco Central, está em trajetória de queda e encerrou 2011 em 6,5%, após alcançar 7,3% no terceiro trimestre”.
Para o presidente do BC, “outros indicadores reforçam a percepção de significativo arrefecimento das pressões inflacionárias”. Ele cita a variação dos preços no atacado medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) que “tem mostrado tendência marcadamente declinante, e se deslocou de 7,5% no terceiro trimestre para 5,1% ao final do ano”.
“Em 2012, a inflação ao consumidor seguirá recuando e se deslocando na direção da trajetória de metas, dinâmica esta consistente com a estratégia de política monetária adotada pelo Banco Central”, destacou ele na nota.

