Rio de Janeiro – Pressionada pela elevação dos preços dos alimentos, combustíveis e energia elétrica, a inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou 2015 com alta acumulada de 10,67%, a maior desde 2002. O centro da meta de inflação definida pelo Banco Central é 4,5% e o teto da meta é 6,5%. Ou seja, o índice ficou bem acima.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (0 8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi determinante para que a inflação fechasse acima dos dois dígitos o impacto da energia elétrica, que no ano exerceu peso de 1,5 ponto percentual. O peso dos combustíveis foi de 1,04 ponto. Juntos, os dois setores representam 24% do índice do ano.
Segundo o IBGE, em 2015 o consumidor passou a pagar mais caro “por todos os grupos de produtos e serviços que compõem o custo de vida”, especialmente pelas despesas relativas ao item habitação, que subiram 18,31%. Em relação ao ano anterior, apenas nos artigos de residência (5,36%) a variação foi menos intensa.
A pesquisa mostra, ainda, que o maior resultado foi registrado no primeiro trimestre (3,83%), uma vez que o início do ano concentrou reajustes significativos nas tarifas de ônibus urbano e intermunicipal, de energia elétrica e de água e esgoto. “Nestes dois últimos itens, houve tanto reajustes ordinários quanto extraordinários.”

