Brasília – A Cúpula do G20 vai ocorrer na próxima semana, na Austrália, e terá participação dos chefes de estado das 20 maiores economias mundiais. De acordo com o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Carlos Cozendey, temas que vêm sendo debatidos ao longo deste ano em outras instâncias, com representantes dos países, devem ter seus resultados apresentados no encontro, como infraestrutura, regulação financeira e tributação.
Os esforços do Brasil para a ampliação dos investimentos em infraestrutura devem ser um dos principais pontos a serem apresentados pela presidente Dilma Rousseff nos dias 15 e 16 de novembro. A perspectiva é que haja avanços na criação de uma iniciativa global com o objetivo de sistematizar projetos de vários países e “vendê-los” a investidores do setor privado interessados.
“Há um esforço do G20 no sentido de desenvolver mecanismos de ajudar os investidores a encontrar projetos e vice-versa. Então vai ser lançada uma iniciativa global de infraestrutura, com vários concorrentes”, afirmou Cozendey nesta sexta-feira (07) a jornalistas, no Palácio do Planalto. Ele disse que a iniciativa poderá envolver a criação de um banco de dados de projetos acessível a investidores, de maneira que eles possam compará-los.
Para alavancar a iniciativa, o país-sede da Cúpula está propondo a criação de um secretariado internacional no G20 para coordenar as diferentes instituições. O desenho final dessa instituição deve ser aprovado durante a Cúpula. A expectativa é que ela atue de modo temporário, a princípio por quatro anos.

