São Paulo – Os investimentos estrangeiros diretos (IED) devem ficar em US$ 5,5 bilhões no mês de junho, segundo estimativa do Banco Central. Se a projeção se confirmar, haverá queda sobre o mesmo mês do ano passado, quando eles alcançaram US$ 5,8 bilhões. Até o dia 19, a entrada líquida foi de US$ 3,6 bilhões.
No mês de maio, o IED ficou em US$ 3,8 bilhões, acima da expectativa inicial de US$ 2,8 bilhões. Nos últimos doze meses encerrados em maio, o fluxo de investimento estrangeiro direto atingiu o maior valor desde dezembro do ano passado, com US$ 64,2 bilhões.
Segundo o chefe do Departamento Econômico da instituição, Tulio Maciel, os investimentos seguem evoluindo segundo a projeção do Banco Central, de um ingresso de US$ 65 bilhões neste ano.
Os investimentos estrangeiros em renda fixa no Brasil até 19 de junho já superaram o resultado de janeiro a maio e ficaram em US$ 4,9 bilhões. Nos cinco primeiros meses do ano estavam em US$ 4,17 bilhões. A maior entrada é devido à decisão do governo, anunciada no começo do mês, de isenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para investimento estrangeiro em renda fixa no País.
Mas houve saída líquida de recursos estrangeiros em ações, de US$ 3,5 bilhões. De janeiro a maio, a entrada foi de US$ 9,7 bilhões. Segundo Maciel, é possível que os investidores estejam migrando das aplicações em ações para renda fixa, devido à isenção do IOF. “É possível que o resultado parcial de junho, com saída de ações e ingresso de renda fixa, em alguma medida esteja espelhando isso”, disse.
O Banco Central também informou que o saldo de entrada e saída de dólares do país do segmento financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) ficou negativo em US$ 209 milhões, neste mês, até 19.
Nesse mesmo período, o fluxo comercial (relacionado a operações de exportações e importações) também ficou negativo, em US$ 488 milhões. Com isso, o fluxo cambial, nesse período, registra saldo negativo de US$ 697 milhões.
Estrangeiros
Os gastos de brasileiros no exterior chegaram a US$ 2,232 bilhões em maio. Esse foi o maior resultado para meses de maio, na série histórica do BC, iniciada em 1969. Em igual mês do ano passado, esses gastos ficaram em US$ 1,829 bilhões. De janeiro a maio, os gastos de brasileiros ficaram em US$ 10,370 bilhões, contra US$ 9,019 bilhões registrados nos cinco meses de 2012.
Maciel ressaltou que as viagens internacionais são sensíveis à cotação do dólar, que está em alta. Entretanto, Maciel disse que a renda dos brasileiros continua crescendo e isso estimula às viagens ao exterior. Além disso, segundo ele, muitos turistas compram pacotes de viagens internacionais antecipadamente. Por isso, a alta do dólar pode não ter efeito imediato na redução dos gastos no exterior.
Os dados preliminares deste mês, até o dia 19, mostram que as despesas de viagens chegaram a US$ 1,286 bilhão. As receitas deixadas por estrangeiros no Brasil ficaram em US$ 320 milhões nesse período. Em maio, essas receitas de estrangeiros no Brasil ficaram em US$ 521 milhões, contra US$ 532 milhões registrados no mesmo mês do ano passado.
* Com informações da Agência Brasil


