Emirates News Agency*
Dubai – Os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, que têm aumentado 11% ao ano em média, devem dobrar até 2010. Segundo o Departamento de Desenvolvimento de Investimentos de Dubai (DDIA, na sigla em inglês), o ingresso de capitais no emirado deverá ultrapassar os US$ 4 bilhões anuais, ante os US$ 2 bilhões registrados no ano passado.
De acordo com o departamento, somente o Dubailand, grande centro de entretenimento que inclui mais de duzentos empreendimentos, e o Dubai Healthcare City, um pólo voltado para o setor de saúde, atraíram investimentos de aproximadamente US$ 1 bilhão.
Em toda a região, Dubai é o local que mais atrai IED por causa da infra-estrutura que foi desenvolvida e dos projetos relacionados com o turismo. Isso tem ligação com as mudanças promovidas na economia, de um emirado dependente do petróleo para um pólo comercial.
De acordo com o DDIA, Dubai vai receber investimentos em todos os setores, incluindo a indústria de transformação, além de grandes multinacionais. Em entrevista ao jornal Khaleej Times, o diretor-geral do DDIA, Saeed Al Muntafiq, declarou que a economia dos Emirados Árabes não pode mais contar com sua força apenas. "Há necessidade de competir com outras nações em termos de atração de investimentos estrangeiros. Precisamos nos transformar em uma economia mais competitiva", declarou.
Nova lei
Para atrair mais IED, os países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) – bloco econômico que reúne a Arábia Saudita, Emirados Árabes , Omã, Catar, Bahrein e Kuwait – precisam oferecer aos investidores mais incentivos econômicos.
Em breve deve entrar em vigor, nos Emirados, uma nova lei sobre o funcionamento das empresas, o que deve contribuir para o aumento dos investimentos. Atualmente os estrangeiros podem deter apenas 49% do capital de companhias instaladas no país. Este teto será elevado até o final do ano. No caso das zonas francas, os estrangeiros podem controlar até 100% das empresas.
"A atual razão de 49% para o sócio estrangeiro e 51% para o nacional será modificada, favorecendo investidores estrangeiros", disse a ministra de Economia e Planejamento, Lubna Al Qasimi. "A nova lei vai levar em conta também questões ambientais, exigências da OMC (Organização Mundial do Comércio) e os acordos comerciais que o país está negociando", acrescentou a ministra.
*Tradução de Mark Ament

