São Paulo – O estoque total de investimentos estrangeiros diretos (IED) no Brasil chegou a US$ 660,5 bilhões em 31 de dezembro do ano passado, de acordo com o Censo de Capitais Estrangeiros no País, divulgado nesta quinta-feira (15) pelo Banco Central. O valor inclui US$ 579,6 bilhões em participações externas no capital de empresas e US$ 80,9 bilhões em empréstimos intercompanhias. Isso corresponde a 30,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010.
No primeiro caso, o valor da participação externa no capital de companhias aumentou 256% em relação ao último Censo, realizado em 2006. Já os empréstimos das matrizes no exterior para suas filiais e subsidiárias no Brasil foram computados pela primeira vez, então não há base de comparação, segundo o BC.
De acordo com comunicado da instituição, 13,7 mil empresas receberam IED. O número é 22,4% menor do que o do Censo de 2006, mas isso decorreu, segundo o BC, por causa de uma mudança na metodologia da pesquisa. Agora são consideradas apenas as beneficiadas diretas dos investimentos, antes eram incluídas também suas coligadas.
As principais origens dos investimentos, pelo critério do investidor final – que exclui a origem imediata do dinheiro, que pode ser um paraíso fiscal ou um centro financeiro internacional -, são os Estados Unidos, Espanha, Bélgica, o próprio Brasil, Reino Unido, França, Alemanha, Japão, Itália e México. O Brasil aparece nessa lista, de acordo com o BC, porque os dados incluem os investimentos de empresas estrangeiras que têm participação de companhias brasileiras em seu capital.
O estoque é maior no setor de serviços, seguido da indústria, da indústria extrativa mineral e da agropecuária. Dentro deles, concentram mais investimentos o segmento de serviços bancários e correlatos, empresas de bebidas, de extração de petróleo e gás e prestadoras de serviços de telecomunicações.

