Da redação
São Paulo – O Brasil recebeu US$ 12,7 bilhões em investimentos estrangeiros diretos (IED) nos primeiros quatro meses do ano, um aumento de 26,2% sobre o mesmo período de 2007, segundo relatório do setor externo divulgado ontem (26) pelo Banco Central.
O setor da economia que mais recebeu recursos foi o de serviços, com US$ 5,6 bilhões, seguido da indústria, com US$ 4,9 bilhões, e do setor primário, com US$ 1,25 bilhão. Dentro desses, o ramo que atraiu mais capital foi o de metalurgia, com US$ 2,24 bilhões, seguido dos serviços financeiros, com US$ 1,68 bilhão, do comércio, com US$ 725 milhões, da extração de minerais metálicos, com US$ 633 milhões, e da indústria de veículos, com US$ 607 milhões.
Em abril somente, a entrada de investimentos estrangeiros diretos no país somou US$ 3,9 bilhões, um crescimento de 11,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. A principal origem dos recursos em abril foi a Espanha, seguida dos Estados Unidos, Portugal, Luxemburgo e Canadá.
Para o ano, a previsão do Banco Central é de que entrem na economia brasileira US$ 32 bilhões em IED.
De acordo com reportagem da Agência Brasil, no entanto, o saldo das transações correntes do Brasil com o exterior ficou negativo em US$ 3,310 bilhões em abril, acumulando US$ 14,068 bilhões no ano. O valor já está acima da previsão do BC para o ano, que é de déficit de US$ 12 bilhões. Analistas de mercado projetam para o ano um total negativo de US$ 20 bilhões nas transações correntes.
Em abril de 2007 houve superávit de US$1,806 bilhão e, no período de janeiro a abril, saldo positivo de US$ 2,047 bilhões.
A balança comercial ficou com saldo positivo de US$ 1,744 bilhão em abril e acumulou US$ 4,579 bilhões de superávit em quatro meses, contra US$ 4,178 bilhões de março do ano passado e US$ 12,898 bilhões de janeiro a abril de 2007, segundo a Agência Brasil.
A conta de rendas e serviços (remessas de lucros, dividendos e juros ao exterior e gastos com viagens internacionais) fechou o mês com déficit de US$ 5,331 bilhões; as transferências unilaterais correntes ficaram positivas em US$ 8,674 bilhões.
A dívida externa brasileira estimada em abril chegou a US$ 200,2 bilhões, com redução de US$ 2,5 bilhões em relação à posição estimada para março, de acordo com a Agência Brasil.

