Emirates News Agency*
Cairo, Egito – Os investimentos dos países árabes no Egito somam cerca de US$ 2,4 bilhões em 2,46 mil empreendimentos, de acordo com um relatório produzido pela Autoridade Central de Investimentos e Zonas Francas da nação do norte da África. A Arábia Saudita é o país da região que mais investe no Egito. No total, são 608 projetos que somam aportes de US$ 878 milhões.
Em segundo lugar aparece o Kuwait, que toca 205 empreendimentos no valor de US$ 415,5 milhões; seguido da Líbia com 99 programas que somam US$ 326,6 milhões; dos Emirados Árabes Unidos com 97 projetos de US$ 192 milhões; do Líbano com 192 programas avaliados em US$ 61,5 milhões; e do Bahrein, com 46 empreendimentos que valem US$ 46,5 milhões.
Zonas francas
Nas sete zonas francas existentes no país africano, o maior investidor é o Kuwait, com 13 projetos que totalizam US$ 269 milhões. O estudo aponta que o total de investimentos nestes locais é de cerca de US$ 825 milhões.
A Arábia Saudita vem em segundo lugar, com 22 projetos no valor de US$ 148 milhões; seguida dos Emirados Árabes Unidos, com 12 programas totalizando US$ 87 milhões; e do Bahrein, com três projetos de US$ 99 milhões.
Logo depois está o Líbano, com investimentos de US$ 29 milhões em 13 projetos; e a Palestina com seis projetos e aportes de US$ 5 milhões. O estudo revela ainda que o Iêmen tem dois projetos nas zonas francas do Egito, que totalizam US$ 6 milhões; e que a Argélia aplica US$ 4 milhões em programas nestes locais.
Benefícios
O Egito tem uma lei de investimentos que concede benefícios a empresas estrangeiras que se instalam por lá. Tal diploma prevê, entre outras coisas, isenção fiscal por períodos de cinco a 10 anos para atividades industriais internacionais, isenção de taxas para a importação de matérias primas e o livre trânsito de capitais entre a matriz e a subsidiária instalada no país.
Além de ter a maior população entre os países árabes (71,9 milhões de pessoas) e um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 68,2 bilhões, o Egito fica estrategicamente posicionado no noroeste da África, próximo da Europa e do Oriente Médio.
Também no futuro próximo vai entrar em vigor um "acordo de associação" com a União Européia, assinado em 2001, que permitirá a entrada livre de taxas, no continente europeu, de produtos industrializados egípcios, inclusive os produzidos por companhias internacionais. O Egito negocia também um acordo de livre comércio com o Mercosul.
*Com informações da redação

