São Paulo – A produção de petróleo do Iraque atingiu, em julho, os maiores níveis desde que o país foi invadido pelos Estados Unidos, em 2003. No mês passado, de acordo com informações da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) o Iraque produziu três milhões de barris de petróleo por dia. Cresceram, também, a quantidade produzida por Qatar e Emirados Árabes Unidos.
Ao mesmo tempo, a produção do Irã caiu para 2,9 milhões de barris por dia. O Iraque passou a ser, em julho, o segundo maior produtor de petróleo, atrás apenas da Arábia Saudita, que manteve a média dos meses anteriores e produziu 10 milhões de barris por dia. A produção da Líbia e da Angola também caiu em julho.
De acordo com informações do jornal Financial Times, o aumento na produção de petróleo do Iraque é consequência de investimentos que o país está fazendo no setor. Em 2008 e em 2010, os iraquianos fizeram acordos com grandes petrolíferas, como a BP e a Exxon Mobil, para explorar doze campos localizados no sul do país. A meta do Iraque é produzir 12 milhões de barris por dia até 2017.
Por outro lado, a produção iraniana está caindo porque as exportações de petróleo também estão menores em consequência de sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia. Julho foi o mês em que entrou em vigor o embargo ao petróleo iraniano determinado em janeiro pela União Europeia aos 27 países do bloco. Desde o mês passado, nenhum país europeu compra petróleo do Irã.
Com a queda nas vendas, a produção do país, que já foi de seis milhões de barris por dia na década de 1970, chegou a 2,9 milhões em julho deste ano.
A IEA também revisou para baixo as previsões de demanda por petróleo para 2012 e para 2013. De acordo com o boletim divulgado nesta sexta-feira, deverão ser consumidos 89,6 milhões de barris de petróleo por dia em 2012 e 90,5 milhões em 2013. Anteriormente, as previsões eram de consumo de 89,9 milhões em 2012 e 90,9 milhões em 2013. Os principais motivos para esta previsão de queda na produção são a fraca recuperação da economia global e a reativação das usinas nucleares no Japão.

