São Paulo – Israel anunciou nesta quarta-feira (30) que decidiu liberar à Autoridade Palestina cerca de US$ 100 milhões que pertencem ao povo árabe, mas que foram confiscados em represália à aceitação da Palestina como Estado não membro das Nações Unidas em outubro de 2012.
O dinheiro é referente a impostos recolhidos por Israel em nome dos palestinos e deverá ser utilizado para reduzir o déficit nas contas do novo estado, que encontra dificuldades para pagar seus funcionários e atender às necessidades básicas da população.
A decisão de liberar o dinheiro foi anunciada pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, após ele se reunir na terça-feira (29) com o ex-primeiro-ministro britânico, Tony Blair, que é o enviado dos Estados Unidos, Rússia, União Europeia e Nações Unidas, grupo como Quarteto, para discutir a paz no Oriente Médio.
Israel afirmou que essa medida é isolada e não deverá ser adotada no próximo mês. Uma reunião entre autoridades dos dois países foi marcada para esta quarta-feira (30) para calcular exatamente qual a quantia que deverá ser remetida por Israel. Após o confisco, houve intensa mobilização da Liga Árabe e de nações do bloco para garantir apoio financeiro aos palestinos.

