Geovana Pagel
São Paulo – As empresas brasileiras fabricantes de gemas e jóias devem encerrar o ano de 2005 com exportações de US$ 766 milhões, de acordo com projeções do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM). O valor vai representar um crescimento de 3,3% sobre as vendas externas de 2004, que ficaram em US$ 741 milhões.
Os dados foram divulgados ontem (15) pelo instituto. No mercado brasileiro, as vendas das indústrias nacionais de gemas e jóias vão chegar a R$ 4,4 bilhões neste ano, com crescimento de 5% sobre 2004, quando elas ficaram em R$ 4,2 bilhões.
O segmento de gemas e jóias é formado por produtores de pedras em bruto, lapidadas, obras e artefatos de pedras, ouro em barras, fios e chapas, jóias prontas, folheados e bijuteria de metais comuns, entre outros produtos para indústria.
Para 2006, a meta do setor é exportar US$ 1 bilhão. Os países árabes, especialmente os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein, estão entre os principais destinos das jóias brasileiras no exterior.
Em 2004 os Emirados Árabes compraram US$ 7,5 milhões do Brasil, 81% a mais que em 2003, e figuraram como o segundo maior importador de diamantes lapidados, o quinto comprador de rubis, safiras e esmeraldas, e o oitavo para jóias manufaturadas. Já o Bahrein foi o quarto destino do Brasil para as jóias prontas.
A gerente de marketing do IBGM, Natália Salomão, afirma que um dos fatores que tem impulsionado as vendas do setor é a parceria fechada há seis anos com a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos do Brasil (Apex). "Somente nesse ano, o IBGM e a Apex levaram cerca de 35 empresas brasileiras a 15 feiras internacionais", afirmou.
Uma delas foi a Jewellery Arabia, uma das maiores mostras de jóias do Oriente Médio, que ocorreu de 23 a 27 de novembro de 2005, em Manama, capital do Bahrein. O estande brasileiro, organizado pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira, contou com a participação de quatro empresas.
De acordo com Natália, a escolha das feiras e eventos aos quais as empresas brasileiras irão em 2006 está sendo feita e será divulgada até fevereiro. "A princípio, as ações de promoção seguirão a estratégia de sucesso realizada nos últimos anos. A participação em feiras árabes deve acontecer, mas ainda não está fechada", antecipou.
Atualmente, o principal destino da joalheria brasileira são os Estados Unidos, também maiores importadores de jóias do mundo.
Mais jóias
A indústria de gemas e jóias do Brasil está se esforçando para agregar valor aos produtos exportados, em especial através dos projetos de design. A medida é vista como uma das alternativas para atrair mais divisas ao país. Neste ano, o país vai exportar US$ 100 milhões em jóias prontas.
O Brasil é o segundo maior produtor mundial de esmeraldas, o 14º produtor de ouro e ocupa a 18ª posição no ranking dos exportadores. O país também é o único produtor mundial de Topázio Imperial e Turmalina Paraíba.

