Silwan Abbassi*
Brasília – As indústrias farmacêuticas da Jordânia foram responsáveis por 11% das exportações do país árabe em 2006, e suas vendas chegaram a 60 países, segundo informa o jornal jordaniano Addustour. As receitas provenientes de exportações farmacêuticas alcançaram 350 milhões de dinares (US$ 494 milhões) e a produção do setor foi de um bilhão de dinares (US$ 1,4 bilhão).
A indústria farmacêutica jordaniana tem trabalhado para acompanhar o desenvolvimento internacional e tem formado mão-de-obra qualificada. Cerca de 30% das cinco mil pessoas que trabalham no setor tem formação superior. Além do mais, 40% destes funcionários são do sexo feminino, distribuídas nos setores de pesquisa, desenvolvimento, laboratórios de controle de qualidade e também na produção.
A produção de medicamentos jordaniana segue padrões de qualidade internacionais e cobre aproximadamente 30% das do consumo doméstico, com potencial para alcançar 60%. Além do mais, a indústria farmacêutica do país também está ajudando a reduzir o déficit comercial jordaniano. Nos últimos cinco anos, as exportações de medicamentos humanos fabricados no país cresceram em média 17% ao ano. No mesmo período, o crescimento médio da indústria médica foi de 15%.
Perfil
A Jordânia faz fronteira com a Síria, Iraque e Arábia Saudita. O país é o segundo maior exportador de fosfato no mundo, e ainda possui muitas reservas de minério, petróleo e gás a serem exploradas. Em 2006, a corrente comercial entre o Brasil e a Jordânia foi de US$ 118,9 milhões. A Jordânia exportou no ano US$ 114 mil em medicamentos ao Brasil no ano. No primeiro trimestre deste ano, as exportações jordanianas para o Brasil totalizaram US$ 1,5 milhões, entre elas US$ 57 mil em produtos farmacêuticos.
*Tradução de Mark Ament

