São Paulo – O Mercosul firmou, durante a sua cúpula de chefes de estado, que ocorreu esta semana em Tucumã, na Argentina, um acordo marco com a Jordânia. A assinatura é o lançamento formal das negociações do bloco sul-americano com o país árabe por um acordo comercial. O acordo marco foi assinado na terça-feira (01) pelo encarregado de negócios da embaixada da Jordânia em Santiago do Chile, Hazem Al Khatib, e pelos ministros de Relações Exteriores dos países do Mercosul.
Quem assinou o documento pelo Brasil foi o chanceler Celso Amorim. De acordo com o diretor do Departamento de Negociações Internacionais do Itamaraty, Evando Didonet, que esteve na cúpula, no documento já ficou estabelecido que o acordo com a Jordânia será de livre comércio. Isso significa que haverá tarifa zero para importações e exportações entre as duas regiões e que envolverá praticamente toda a pauta de produtos comercializados. Já a outra modalidade, tratado de preferências tarifárias, é menos abrangente.
Didonet afirma que a intenção é iniciar as negociações durante a presidência temporária do Brasil no Mercosul, que começou no último encontro de chefes de estado e seguirá até a próxima cúpula do bloco, em dezembro deste ano. O objetivo é realizar pelo menos uma reunião daqui até lá. A iniciativa por realizar um acordo com o Mercosul foi da Jordânia. O país manifestou o interesse por meio de um pedido, feito à secretaria do bloco sul-americano, no final do ano passado, na época, a cargo do Uruguai.
Depois de assinado, o acordo deve impulsionar o comércio entre os países do Mercosul e a Jordânia. O Brasil já tem exportações crescentes para o país árabe. Os brasileiros exportaram, entre janeiro e maio deste ano, US$ 111,9 milhões para o mercado jordaniano. Houve um aumento de 7,4% sobre os mesmos meses de 2007. Os principais produtos que o Brasil exporta para o país árabe são carnes, açúcar, alumínio e café. Já a Jordânia teve queda de 78% nas suas vendas para o Brasil no mesmo período. Elas ficaram em US$ 536 mil e envolveram principalmente alumínio, vestuário e produtos químicos inorgânicos.
A Jordânia fica no Oriente Médio e tem cerca de seis milhões de habitantes. O país tem grande parte da sua economia – 86,2% – atrelada ao setor de serviços. A indústria responde por 10,3% do Produto Interno Bruto do país e a agricultura por 3,5%. A indústria local produz confecções, fosfatos, fertilizantes, produtos farmacêuticos, cimento, potássio, produtos químicos e refina petróleo. Na agricultura, a produção envolve alimentos como tomate, frutas, pepinos e olivas. O país também tem criações de frangos e ovelhas.

