São Paulo – A primeira visita do rei da Jordânia, Abdullah II, ao Brasil, programada para ocorrer nos dias 23 e 24 de outubro, vai servir para fortalecer os laços entre os dois países. A afirmação é do embaixador jordaniano em Brasília, Ramez Goussous. “A visita será muito importante para fortalecer os laços econômicos, comerciais, políticos e diplomáticos”, disse Goussous ontem (23) à ANBA.
A agenda do monarca, que virá ao país acompanhado de sua mulher, a rainha Rania, ainda não está completamente fechada, mas o embaixador adiantou que ele terá encontros em Brasília com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com lideranças do Senado e da Câmara dos Deputados. Vão ser assinados acordos de cooperação em diferentes áreas.
O diplomata ressaltou também que Abdullah II vai visitar São Paulo, onde serão realizados encontros de negócios organizados pela Jordan Investment Board (JIB), agência de promoção de investimentos da Jordânia, e pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira. O rei virá ao Brasil acompanhado de uma delegação de empresários.
Na manhã do dia 24 haverá um seminário sobre oportunidades de negócios e investimentos no país árabe, seguido de rodadas de negócios entre empresas jordanianas e brasileiras. Até agora, estão confirmadas na delegação empresas dos ramos de tecnologias da informação e comunicação, produtos farmacêuticos, cosméticos e produtos do Mar Morto, turismo, fertilizantes, mineração, agricultura, indústria alimentícia, transporte e logística, serviços financeiros, além de outros segmentos industriais.
O secretário-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby, acrescentou que será assinado um acordo de cooperação entre a entidade brasileira e a Câmara de Comércio e Indústria da Jordânia. O convênio prevê troca de informações, apoio a missões comerciais e participações em feiras de negócios, entre outros pontos.
De acordo com relatório sobre a economia jordaniana feito pelo Departamento de Desenvolvimento de Mercados da Câmara Árabe, as exportações do país árabe vêm crescendo de maneira robusta desde 2003. No entanto, a balança comercial registrou déficit de US$ 2,8 bilhões no ano passado.
Entre as principais mercadorias exportadas pelo país estão tecidos e roupas, metais e pedras preciosas, fertilizantes e produtos farmacêuticos. Tais itens representam cerca de 50% da pauta jordaniana de vendas externas.
Na outra mão, os principais produtos que a Jordânia importa são veículos, maquinários e eletrônicos. Segundo o levantamento da Câmara, as mercadorias brasileiras de maior penetração no país são aeronaves, carnes, preparações alimentícias, café e açúcar. Os itens que mais têm ganhado mercado, no entanto, são eletrônicos, calçados, lácteos e commodities.

