São Paulo – A Jordânia vai produzir urânio a partir de 2013 e começar a produzir energia nuclear em 2019. Neste ano, o país deverá importar 98% da energia que consome e deseja reduzir a dependência de outros países, especialmente do gás exportado pelo Egito. A Jordânia, segundo a agência de notícias oficial do pai, Petra, considera a produção de energia nuclear estratégica.
Em agosto, o governo jordaniano recebeu propostas de três consórcios interessados em construir uma usina nuclear no país. Um deles formado pela francesa Areva e a japonesa Mitsubishi. A companhia russa Atomstryesport e a canadense Atomic Energy of Canada também estão na disputa.
Durante um painel de discussão sobre o assunto realizado em Petra na quarta-feira (21), o ministro das Energias e Recursos Minerais da Jordânia, Khalid Toukan, afirmou que a energia nuclear é estável, limpa e não sofre as interferências das altas e baixas da cotação do barril de petróleo.
A futura usina nuclear ficará próxima de Kherbat Al Samra, a cerca de 40 quilômetros de Amã, a capital. A opção anterior para a instalação do reator, Ácaba, foi descartada porque apresenta uma topografia muito acidentada e seria necessário investir muito na infraestrutura daquela região.
A dependência de energia de outros países não é o único motivo para a construção deste reator na Jordânia, que tem acordos de cooperação nuclear com Turquia, Brasil, França, Rússia, Itália e Coreia do Sul, entre outros. A Jordânia precisa dessalinizar água que retira do Mar Vermelho e do Mar Morto. O transporte da água extraída desses locais é muito caro. O uso desta técnica só é viável se a energia utilizada for barata.
De acordo com Toukan, as reservas de água de que a Jordânia dispõe hoje não serão suficientes para satisfazer um terço das necessidades do país em 2020. No ano passado, a Jordânia importou 97% da energia que precisou, o que lhe custou US$ 4 bilhões, ou cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. A demanda por energia do reino cresce 6% ao ano.

