São Paulo – O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou nesta quarta-feira (18) resultados de uma missão à Jordânia realizada de 24 de fevereiro a 10 de março. A aprovação do relatório da delegação pela diretoria do Fundo vai permitir a liberação de US$ 200 milhões ao país árabe.
De acordo com a chefe da missão, Kristina Kostial, o desembolso se torna possível “em vista do comprometimento das autoridades jordanianas com as reformas e com a estabilidade macroeconômica, em meio a dificuldades externas”. A recomendação ocorreu após a sexta revisão de um acordo assinado pela Jordânia e o FMI em agosto de 2012 que previa a liberação total de US$ 2 bilhões.
Kostial disse em comunicado que a economia jordaniana cresceu 3,1% no ano passado apoiada nos setores de construção, mineração e agricultura, mesmo com um cenário regional bastante difícil, com os conflitos na Síria e no Iraque, e a consequente necessidade de abrigar refugiados dos dois países vizinhos.
Ela destacou também a inflação em baixa e a redução do déficit em conta corrente de 17,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013 para 12,1% em 2014. O déficit fiscal, no entanto, ficou fora da meta em função da arrecadação aquém da esperada.
A chefe da missão do Fundo acrescentou que este ano a Jordânia deverá se beneficiar da baixa do preço do petróleo, o que deverá ajudar o déficit em conta corrente a cair para 10,6% do PIB, sendo que o crescimento poderá acelerar para 4%.
Há expectativa também de tendência de baixa no endividamento público, “que permanece muito alto”, a partir de 2016. As reservar internacionais devem seguir “em níveis confortáveis”.


