Da redação
São Paulo – A Petrobras assinou um acordo com o Ministério de Energia e Recursos Minerais da Jordânia que prevê o estudo da viabilidade do uso de uma tecnologia da empresa brasileira na produção de óleo do país árabe. A tecnologia é a Petrosix, para fabricação de óleo de xisto, e deverá ser utilizada no bloco AUG, no campo de Attarat, no país árabe.
O óleo de xisto é produzido a partir da rocha de xisto. A Petrobras produziu, em 2006, 4,2 mil barris por dia deste óleo em uma unidade voltadda para a área em São Mateus do Sul, no Paraná. A usina fica em uma das maiores reservas mundiais desse mineral: a Formação Irati. As informações estão em uma nota divulgada pela petrolífera brasileira.
Pelo acordo firmado com a Jordânia, vai ser testada a viabilidade técnica e econômica da tecnologia da Petrobras. O trabalho será feito em 24 meses por representantes da área internacional e de abastecimento da Petrobras. O bloco AUG 21 tem 11 quilômetros quadrados de área e reservas potenciais de 1,7 bilhão de barris.
A Jordânia tem uma reserva de xisto betuminoso significativa, composta por xistos de boa qualidade, e aparentemente compatível com o uso da tecnologia Petrosix. O óleo de xisto vem ganhando importância no mercado em função dos preços elevados do petróleo, segundo informações da Petrobras.
A tecnologia
O xisto é uma rocha sedimentar que contém querogênio, um complexo orgânico que se decompõe termicamente e produz óleo e gás. A exploração do xisto pela Petrobras teve início em 1954, no município de Tremembé, Vale do Paraíba, em São Paulo. Em 1957, foram realizados os primeiros testes com o xisto da Formação Irati, extraído da jazida de São Mateus do Sul. A usina começou a operar no local em 1972.

