São Paulo – O professor jordaniano Mustafa Nasereddin será um dos palestrantes na 8ª Conferência Internacional Guide – Ciência e Tecnologia, Gerenciamento e Qualidade: o futuro da educação à distância no Brasil e ao redor do mundo. O evento acontece de 19 a 21 deste mês, na Universidade Tiradentes, em Aracaju, no Sergipe.
A conferência é promovida pela Global Universities In Distance Education (Guide), associação criada em 2005 pela Universidade Marconi, na Itália, para promover o desenvolvimento do ensino virtual nas universidades.
“A educação à distância dá a chance de todos estudarem, incluindo as pessoas que não podem ir à universidade por causa de custos ou por não poderem viajar. Elas podem estudar em casa ou no trabalho. É a democracia da educação”, afirmou Nasereddin, em entrevista à ANBA, por telefone.
Formado em Engenharia da Computação, Nasereddin é diretor executivo da Talal Abu-Ghazaleh Organization, grupo jordaniano que oferece serviços em diversas áreas, como educação à distância, governança corporativa, serviços legais, contabilidade e outros. Ele também é diretor de Relações Internacionais da Guide.
O executivo lembra que, apesar de ainda haver desconfianças sobre a qualidade do ensino à distância, o conteúdo destes cursos costuma ser preparado por professores que dão aulas em classes universitárias. “Não são só vídeos”, afirma Nasereddin, sobre o conteúdo dos cursos on-line.
Ele explica que, no mundo árabe, os ministérios da educação ainda não reconhecem a totalidade dos cursos virtuais. “Eles reconhecem os cursos daquelas universidades que são consideradas as 500 melhores do mundo, como Harvard, por exemplo. Estamos trabalhando para que eles reconheçam os cursos de todas as universidades”, afirmou.
De acordo com Nasereddin, os custos de um curso on-line de uma universidade de primeira linha podem não ser tão mais baratos em relação a um curso presencial, mas a pessoa acaba economizando ao não precisar gastar com viagens ou com o custo de vida no campus universitário.
Segundo o especialista, nos países árabes já há cursos à distância oferecidos em universidades dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita, mas “ainda vai levar tempo” para que a modalidade se amplie na região.
Além do jordaniano, o evento em Aracaju também traz ao Brasil especialistas dos Estados Unidos, Itália, Argentina, Polônia, México, Índia, Venezuela, Áustria, Turquia, Espanha, Colômbia, Reino Unido, Equador, Costa Rica, Peru, Filipinas, Rússia, Nigéria, Canadá e Portugal.


