São Paulo – A Câmara de Comércio da Jordânia pretende trazer ao Brasil uma delegação de empresários em busca de oportunidades de negócios. “Fico feliz em dizer que temos interesse em aumentar o comércio com o Brasil”, disse Jamal Fariz, membro da diretoria da entidade jordaniana que visitou a Câmara de Comércio Árabe Brasileira, em São Paulo, na noite desta quarta-feira (27).
Ele destacou que a ideia é realizar rodadas de negócios com empresários brasileiros, além de visitar indústrias e empreendimentos agrícolas. Os jordanianos têm interesse em produtos brasileiros como café, alimentos em geral, máquinas, peças de reposição para aviões e autopeças.
A rápida valorização do dólar frente ao real no último ano é um dos atrativos. A taxa de câmbio atual torna os produtos brasileiros mais convidativos para os compradores estrangeiros.
Fariz ressaltou que há também investidores interessados em conhecer as oportunidades no Brasil. Ele lembrou que muitos empresários iraquianos vivem hoje na Jordânia, em função da instabilidade no país vizinho, e afirmou que a delegação deverá contar com integrantes desta nacionalidade que têm interesse em investimentos no exterior.
O executivo acrescentou que a missão terá participantes que são exportadores. Entre as mercadorias que eles pretendem oferecer ao mercado brasileiro estão têxteis, fosfato e potássio, que são fertilizantes, produtos do Mar Morto, como cosméticos e itens medicinais, azeitonas e azeite de oliva.
Ainda não há uma data definida para a vinda da delegação, mas é provável que a viagem ocorra entre a segunda metade de março e o início de maio. Fariz disse ainda que conta com a Câmara de Comércio Árabe Brasileira para auxiliar na organização da missão.
Balança
As exportações do Brasil para a Jordânia somaram US$ 242,3 milhões no ano passado, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Houve um recuo de 3% em relação a 2014. Os principais produtos embarcados foram carnes de frango e bovina, milho, gado vivo, café e farelo de soja.
Na outra mão, o Brasil importou o equivalente a US$ 6,7 milhões da Jordânia, uma queda de 30,6% na mesma comparação, segundo a Secex. A pauta foi composta basicamente de itens de vestuário e fertilizantes.


