Damasco – Um grupo de 90 jovens, com idades entre 18 e 25 anos, todos descendentes de sírios, está em Damasco para o 1º Fórum de Jovens Expatriados Sírios, entre eles 19 brasileiros. Trata-se de um programa de intercâmbio, que inclui também 60 sírios nativos, que tem como objetivos ampliar o contato da Síria com as comunidades de imigrantes e descendentes e fomentar a imagem do país no exterior.
Até o dia 02 de agosto, os jovens vão visitar as principais cidades, pontos turísticos e pólos culturais da Síria, além de ter encontros com personalidades locais. Neste sábado (25) o fórum foi oficialmente aberto pelo ministro da Emigração, Joseph Sweid. A pasta é responsável pela organização da visita. “Com o apoio do governo, o ministério declarou 2009 o ano do jovem expatriado e está organizando uma série de atividades culturais, intelectuais e sociais”, afirmou Sweid.
A cerimônia de abertura foi acompanhada por autoridades locais e membros de comunidades de origem síria no exterior, como o presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Salim Taufic Schahin, o diretor da entidade Sami Roumieh e o arcebispo ortodoxo de São Paulo, Dom Damaskinos Mansour.
O tema do fórum é “Síria: meu lar, minhas raízes”. “Ele abre grandes possibilidades de diálogo, debate e troca de idéias para enriquecer suas vidas e experiências”, afirmou o ministro aos jovens. “É sem dúvida uma arena pela qual vocês vão conhecer as características da vida e da sociedade na Síria”, acrescentou.
Após a visita, o governo sírio espera que os jovens tornem-se “mensageiros”, uma “extensão cultural” do país, auxiliando no diálogo com seus países de residência. Nesse sentido, Sweid declarou que os integrantes do programa devem aprender o árabe para “construir pontes de interação entre os países”.
Em nome dos participantes, a espanhola Linda Shabaani disse, em árabe, que o programa “mostra as grandes expectativas que a Síria deposita em seus jovens”.
Entre os brasileiros alguns já conhecem o país e outros não. O grupo maior, com 10 pessoas, veio de Belo Horizonte e visita a Síria pela primeira vez, como é o caso de Roberto Salum. Há gente, porém, de outros estados, como Ivete Roumieh e Kaukab Sem Aan, de São Paulo, e Stephanie Hajjar e Bruno Massouh, de Brasília.
O grupo brasileiro é o maior, mas há participantes também da Alemanha, Áustria, Argentina, Chile, Venezuela, Austrália, Estados Unidos, França, Espanha, Canadá e Reino Unido.

