São Paulo – A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,578 bilhões em julho, maior valor para o mês desde julho de 2006. O saldo é resultado de exportações de US$ 16,331 bilhões e importações de US$ 11,752 bilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (01) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).
Pela média diária, as vendas externas recuaram 3,5% em relação a julho do ano passado. Caíram 14,7% os embarques de produtos básicos, especialmente de minério de cobre, café, minério de ferro, carne de frango, carne suína, soja, carne bovina, milho, farelo de soja e petróleo bruto.
As exportações de semimanufaturados, porém, cresceram 10,1% na mesma comparação, com destaque para açúcar bruto, ouro em forma semimanufaturada, ferro fundido, ferro-ligas e madeira serrada.
As vendas de manufaturados avançaram 7,3%, em função principalmente de plataforma para produção de petróleo, tubos flexíveis de ferro ou aço, açúcar refinado, máquinas para terraplanagem, etanol, pneus, torneira e válvulas, veículos de cargas, automóveis de passageiros e motores para veículos e partes.
As importações, por sua vez, recuaram 20,3% sobre julho de 2015 pela média diária. Caíram as compras de combustíveis e lubrificantes, bens de consumo, bens de capital e bens intermediários.
Recorde no ano
No acumulado de janeiro a julho, a balança comercial teve superávit de US$ 28,23 bilhões, maior valor para o período desde o início da série histórica, em 1989.
As exportações somaram US$ 106,583 bilhões, uma queda de 5,6% em relação aos sete primeiros meses de 2015 pela média diária. Já as importações totalizaram US$ 78,353 bilhões, uma diminuição de 27,6% na mesma comparação.


