São Paulo – As exportações do estilista brasileiro Victor Dzenk começaram há três anos e em pouco tempo o Kuwait já é o seu maior mercado no exterior. Os vestidos e caftas coloridos da grife chamam a atenção das mulheres árabes, não só das do Kuwait, mas também dos Emirados Árabes, Arábia Saudita, Líbano, Catar e Bahrein. “As roupas têm muito a ver com as mulheres do Oriente Médio por causa das estampas e dos bordados. Têm dado super certo até agora”, afirmou o estilista, que é de Minas Gerais.
Os contatos com os lojistas árabes foram realizados no Fashion & Style, showroom de Paris, organizado pela francesa Monah Ferrarte, descendente de libaneses. “Ela tem um foco voltado para o Oriente Médio”, disse Dzenk, que vai pela sexta vez, em outubro, participar do showroom. Desde sua primeira participação, há três anos, o volume de peças exportadas cresceu 60%. “No primeiro showroom conseguimos abrir 12 clientes. Hoje, temos 30”, acrescentou.
A loja do Kuwait, por exemplo, Al Ostoura, é representante exclusiva da grife mineira no país árabe. Com quatro lojas multimarcas, a Al Ostoura representa mais de 50 marcas internacionais, como Marc Jacobs, Jean Paul Gaultier, John Galliano, Givenchy, entre outras. Em 2010, Dzenk planeja fazer uma visita técnica aos clientes do Oriente Médio. Segundo ele, a idéia é fazer algum trabalho com a loja do Kuwait. “Ajudar as clientes na loja a se vestirem, arrumar a vitrine, alguma coisa assim”, disse.
De acordo com Dzenk, a viagem ao Oriente Médio também deve inspirá-lo para criar novas estampas. “Quando viajo compro muitos livros e acabo me inspirando na cultura do país para criar uma coleção. Lá, com certeza, vou me inspirar”, afirmou o estilista que embarca esta semana para Angola, onde fará um desfile na semana de moda do país.
Sempre de olho em novos mercados, Dzenk já participou de eventos de moda na Alemanha, Colômbia, Andorra e México. Ele acredita que suas exportações, que atualmente variam de 15% a 20% da produção, têm muita a crescer. Depois de Angola, seu próximo evento será no Canadá, em 2010, também para apresentar e divulgar a marca. “Assim como o Brasil, existem outros países que estão mais otimistas com o final da crise. É preciso aproveitar”, disse.
Com showroom em Belo Horizonte e fábrica em Lagoa Santa, Victor Dzenk conta com uma equipe de 50 funcionários e uma produção de 15 mil peças por coleção. Com muito bordado, seda e Jersey, Dzenk afirma que sua roupa é feita para mulheres de atitude, “que não se preocupam com o corpo, que não têm medo de aparecer e que querem marcar (presença)”, afirmou.
Desde os 15 anos
Victor Dzenk começou cedo no mundo da moda. Aos 15 anos de idade já trabalhava com confecção. Estudou moda em Paris, na ESMOD, École Superieure de Mode, e trabalhou para diversas grifes mineiras. Em 1992, o estilista lançou sua própria marca e em 98, começou a assinar a marca com seu próprio nome.
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Victor Dzenk
Site: www.victordzenk.com

