São Paulo – Nos últimos três meses o gerente de produção do Laticínio Lindóia do Sul, José Marcos Fonseca, pesquisou como desenvolver um tipo de gordura animal pura para ser utilizada em fábricas de doces no Líbano e na Jordânia. O pedido foi feito por um empresário libanês que procurou Fonseca devido sua experiência de 30 anos com laticínios. “Ele me mandou uma amostra, que era da Holanda, para eu fazer igual”, disse o gerente.
De acordo com ele, o produto é para ser utilizado na fabricação de massas folhadas, que são muito usadas nos doces árabes. “Tive que fazer alterações no odor e no sabor. E deu certo”, afirmou Fonseca que embarcou dois quilos de amostras do produto. Segundo ele, os árabes costumam importar essa gordura animal, que é feita à base de manteiga, de países europeus, mas tem um custo elevado. “Aqui no Brasil é diferente. Hoje é mais utilizada a gordura vegetal, que é mais barata”, disse.
Durante os meses de pesquisa, Fonseca também elaborou uma gordura mista, de gordura animal com vegetal. “Se alguma empresa se interessar, temos total capacidade para adaptar a nossa produção e exportar”, disse. A Laticínio Lindóia do Sul, com sede em Santa Catarina, ainda não exporta, mas segundo Fonseca, em seis meses a empresa consegue se adaptar para atender o mercado externo.
“Li na ANBA sobre empresários da Jordânia que vieram para o Brasil em busca de produtos lácteos, quem sabe eles não se interessam pelo meu produto”, disse Fonseca, que agora quer achar compradores para a nova gordura. Antes de trabalhar na indústria catarinense, Fonseca trabalhava numa outra empresa do setor que exportava ao mercado árabe. “Sei que eles importam muita manteiga sem sal”, afirmou.
O Laticínio Lindóia do Sul, que está no mercado há oito anos, produz manteiga, mussarela e requeijão. Com 65 funcionários, a indústria tem capacidade para processar 100 mil litros de leite por dia.
Exportações lácteas
De janeiro a agosto, as exportações brasileiras de produtos lácteos aos países árabes renderam US$ 53,32 milhões, o que representou um aumento de 31,7% em relação ao mesmo período do ano passado. No entanto, o volume embarcado diminui 1,6%. Nos oito primeiros meses do ano, foram embarcadas 14,9 mil toneladas, contra 15,1 mil toneladas no mesmo período de 2007.
Os principais produtos exportados ao mercado árabe foram leite integral em pó, manteiga, creme de leite, queijo mussarela e outros tipos.
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