Da Agência Brasil
Rio – A 7ª rodada de licitações de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural organizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), que começa hoje (17), tem um número recorde de empresas habilitadas. Ao todo, 114 companhias nacionais e estrangeiras foram habilitadas pela ANP para participar do leilão, que vai ofertar 1.134 blocos exploratórios em 34 setores das 14 bacias sedimentares do país. O número é o triplo da média das rodadas anteriores.
Do total de empresas, 44 estão qualificadas para a parte A do edital – blocos exploratórios com potencial de risco – e 89 para a parte B – áreas inativas com acumulações marginais, os chamados "campos marginais", onde já há petróleo e gás, só que em pequena quantidade. A diferença numérica é explicada pelo fato de 19 empresas estarem habilitadas para as duas categorias. O número de empresas habilitadas para a parte A também supera o recorde de 42 inscritas registrado na Segunda e Terceira Rodadas.
Das 114 empresas qualificadas, 24 têm origem estrangeira e 90, nacional. Das empresas habilitadas para a parte A da Sétima Rodada, 20 são nacionais, o que representa novo recorde de participação de empresas brasileiras na licitação de blocos exploratórios no país. Dentre as nacionais, a maior parte participa pela primeira vez de uma rodada de licitações, ao lado de empresas que já são concessionárias. Dentre as de origem estrangeira há grandes empresas do setor como Esso, Shell, Chevron, Amerada Hess, Devon, El Paso, Eni, Kerr-McGee, Repsol e Total.
Para o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, os números mostram que a convocação para que o empresariado brasileiro, independentemente de seu porte, participe da Sétima Rodada, foi bem sucedida. A ANP realizou fóruns de divulgação da Sétima Rodada no Rio de Janeiro em vários estados brasileiros, alem de participar de três eventos internacionais: a Offshore Technology Conference (OTC), nos Estados Unidos; a European Association of Geoscientists & Engineers (EAGE), na Espanha; e a American Association of Petroleum Geologists (AAPG), no Canadá. De acordo com a gerência, esses eventos mostraram que empresários de todos os portes podem participar da rodada, inclusive os pequenos e médios, na revitalização das 17 áreas inativas com acumulações marginais que serão oferecidas na Bahia e em Sergipe.
A rodada também será marcada pelo aumento no número de companhias nacionais na disputa por blocos de risco exploratório: 20 empresas.
A expectativa da agência com os campos marginais é de que a venda das 17 acumulações ofertadas possibilite a criação no país da categoria dos pequenos e médios produtores de petróleo. Os campos marginais são blocos terrestres devolvidos pela Petrobras à ANP por produzirem pouco petróleo e gás natural, mas que com o petróleo acima dos US$ 60 o barril podem se transformar na grande vedete do leilão.
A 7ª rodada vai até o dia 20, no Hotel Sheraton, na zona sul do Rio de Janeiro.

