São Paulo – O governo do Líbano pretende vender 25% da estatal Middle East Airlines (MEA), segundo informou Riad Salameh, presidente do banco central do país. A instituição, segundo o site Business Maktoob, de Dubai, é proprietária da empresa aérea.
“A intenção é vender 25% das ações que temos”, segundo declarou o executivo ao canal de televisão Al Arabiya, durante um encontro econômico no Kuwait. O plano para venda de participação na empresa está sendo desenvolvido desde 2008, mas a situação política no país não permitiu. O executivo acredita que em breve as ações possam ser colocadas à venda na bolsa de Beirute.
A empresa aérea tem sede em Beirute, a capital do país árabe, e seu principal ponto de operações é o Aeroporto Internacional Rafic Hariri. A MEA opera com aeronaves Airbus A330-200 (configurado para 224 passageiros em duas classes), A321-200 (para 149 passageiros) e A320-200 (para 126 passageiros).
A MEA foi criada em 1945, voando para a Síria, Egito e Chipre, passando a voar pouco depois para a Arábia Saudita, Kuwait e outros países do Golfo. Em 1963, após uma fusão com a Air Liban, a MEA começou a voar para a Europa, Oriente Médio e Leste da África.
Com o fechamento do Aeroporto Internacional de Beirute, durante a guerra civil libanesa, de 1975 a 1990, a MEA alugou suas aeronaves e transferiu seus funcionários para empresas internacionais. Em 1990, ela voltou às operações normais e ampliou sua frequência de vôos para a Europa, Oriente Médio e Golfo.
Em 2007 o capital da empresa foi ampliado para US$ 367 milhões, e foram adquiridas dez aeronaves: 4 Airbus A330 e 6 A320. Naquele ano o lucro foi de US$ 62 milhões. Já em 2008, a empresa faturou US$ 92 milhões, apesar da crise financeira mundial. No ano, ela transportou 1,375 milhão de passageiros e ampliou mais sua frota. Em 2009 foram entregues seis novas aeronaves, três A320 e três A330.
*Tradução de Mark Ament

