Marina Sarruf
São Paulo – A Darling, fabricante brasileira de lingeries, entrou no mercado árabe há quase dois anos por meio de um distribuidor de Trípoli, no Líbano. O diretor comercial da empresa, Davis Castro, acredita que a região tem potencial para crescer como destino dos produtos da companhia.
"As mulheres árabes de classe alta se vestem com as melhores grifes e a lingerie Darling tem todo um perfil de luxo e glamour", disse Castro. "Exportamos para o Líbano as mesmas coleções que trabalhamos aqui e a mesma modelagem", acrescentou.
De acordo com ele, a Darling exporta cerca de 10% de sua produção. Do total exportado, 15% é destinado ao Líbano. O distribuidor libanês compra três vezes ao ano da empresa e cada pedido varia de US$ 60 mil a US$ 70 mil. "É um mercado forte e tem grandes chances de crescimento", afirmou.
As peças exportadas para o mercado árabe são das duas marcas da empresa: a Darling, de produtos mais luxuosos, que possuem rendas, bordados, transparências e pérolas; e a D Basic Darling, que são peças voltadas para o dia-a-dia. "As mulheres árabes gostam mais das peças coloridas", declarou Castro.
Segundo o executivo, embora o foco principal da empresa não seja o mercado externo, ela exporta para Uruguai, Paraguai, Equador, Colômbia, Portugal, Canadá, Romênia, Austrália, México, Espanha, Japão, além do Líbano. "Procuramos trabalhar com apenas um cliente em cada país para que eles tenham exclusividade", afirmou Castro.
Mais de 50 anos
A Darling foi fundada em 1949, em São Paulo. Atualmente a empresa conta com uma área construída de 10 mil metros quadrados e tem 460 funcionários. A capacidade de produção da companhia é de 250 mil peças mensais.
A indústria tem mais de 10 coleções de conjuntos de lingerie, que são feitas em tecidos de super microfibra e antibacteriano. Os produtos da empresa são vendidos em lojas especializadas do setor em todo o Brasil.
Exportações do setor
As vendas externas brasileiras de roupa íntima para os países árabes têm apresentado crescimento. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, no ano passado as exportações de calcinhas, sutiãs, corpetes e penhoares para a região renderam US$ 476,6 mil, o que representou um aumento de 72% em relação ao ano anterior. De janeiro a julho deste ano, as exportações para os árabes já renderam US$ 302 mil. No total, o Brasil exportou US$ 21 milhões em produtos do gênero no ano passado, 26,5% a mais que em 2003.

