Alexandre Rocha
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São Paulo – Não é só material de construção que as empresas brasileiras do ramo querem vender para os países do Golfo Arábico. Tem gente interessada também na logística dos empreendimentos em andamento na região. É o caso da Eurobras Construções Metálicas, com sede em Santo André, na Grande São Paulo, que fabrica módulos habitacionais para uso em canteiros de obras. Ela é mais uma das companhias que vão participar, em novembro, da missão comercial ao Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos, organizada pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira e Agência de Promoção das Exportações e Investimentos do Brasil (Apex).
"Será uma oportunidade para conhecer o mercado e tentar levar nossos produtos para a região", disse à ANBA a gerente marketing e exportação da empresa, Thelma Moraes. "Temos como objetivo ampliar nossas exportações por meio de um plano de abertura de mercados, e o mundo árabe é uma opção que avaliamos como positiva", acrescentou.
Os módulos da Eurobras podem ser utilizados como vestiários, dormitórios, refeitórios e escritórios. Eles têm mais ou menos o tamanho de um contêiner de carga e, segundo Thelma, são totalmente desmontáveis e podem ser transportados de uma obra para outra. As dimensões exatas são seis metros de comprimento por 2,30 de largura e 2,20 de altura. A empresa tanto vende como aluga os equipamentos.
As estruturas, de acordo com a gerente, já são exportadas para os outros países do Mercosul, além do Panamá, República Dominicana, Bolívia, Angola e agora a companhia vai abrir um braço comercial no México. O mercado árabe ainda não foi explorado. "Com a oportunidade da missão o trabalho de levantamento de mercado será feito in loco", disse.
Se a prospecção for positiva, Thelma disse que a empresa pode ter interesse em utilizar o Centro de Distribuição da Apex em Dubai, nos Emirados, para ter produtos para pronta entrega. Ele disse que, desmontados, até nove módulos podem ser colocados dentro de um contêiner para transporte. Hoje (31) será realizada uma reunião preparatória da missão na Câmara Árabe.
O único contato direto que a empresa teve com o mercado árabe foi no primeiro semestre deste ano, quando participou de uma rodada de negócios com uma delegação de empresários sauditas, organizada pela Câmara Árabe em São Paulo. "Apresentamos o nosso produto e a recepção foi muito boa", afirmou.
As vendas externas respondem hoje, segundo Thelma, por 4% a 5% do faturamento da empresa. Ela disse, no entanto, que o mercado interno cresceu muito nos últimos tempos, por causa do aquecimento do setor de construção civil no Brasil, o que impulsionou as receitas da Eurobras de R$ 15 milhões em 2005 para R$ 28 milhões em 2006.
100% nacional
Os módulos de aço galvanizado são fabricados e equipados pela própria empresa e, de acordo com Thelma, são projetados para não deixar resíduos no canteiro e para serem facilmente conectados às redes de água e eletricidade. A Eurobras, segundo ela, fornece para empreendimentos ao redor do Brasil e para companhias como a Petrobrás, que utiliza os equipamentos em obras do setor de petróleo e gás.
No último Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, realizado no dia 21 de outubro, a empresa forneceu 360 módulos que foram utilizados pelas equipes e por emissoras de televisão como escritórios e restaurantes. Cada unidade custa entre US$ 4 mil e US$ 7 mil, dependendo da configuração.
A Eurobras tem 27 anos e é uma empresa familiar. A fábrica fica em uma área de 28 mil metros quadrados e emprega 220 funcionários. A tecnologia utilizada, segundo Thelma, é 100% nacional.
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Eurobras
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E-mail: eurobras@eurobras.com.br
Site: www.eurobras.com.br

