São Paulo – A DP World, operadora portuária com sede em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, anunciou nesta quinta-feira (27) que obteve um lucro líquido de US$ 405 milhões no primeiro semestre, um aumento de 21,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
O faturamento chegou a US$ 1,9 bilhão, um crescimento de 14,5% sobre os seis primeiros meses de 2014. Segundo comunicado grupo, a receita e o lucro foram impulsionados pela aquisição da empresa de infraestrutura Economic Zones World (EZW).
A EZW, também de Dubai, gerencia condomínios industriais e de logística como a Zona Franca de Jebel Ali, empreendimento adjacente ao porto de mesmo nome controlado pela DP World.
O Ebitda ajustado da companhia ficou em US$ 924 milhões nos seis primeiros meses de 2015, um avanço de 18,7% em relação ao mesmo período do ano passado. A margem ajustada de Ebitda passou de 46,9% para 48,6% na mesma comparação.
O Ebitda é o lucro antes do pagamento de juros, impostos, depreciações e amortizações. O indicador é importante porque permite verificar o quanto a empresa gera de recursos em suas atividades operacionais, sem levar em consideração impactos financeiros e tributários.
O aumento da margem de Ebitda, de acordo com a DP World, ocorreu em função do crescimento da movimentação de cargas em locais onde as margens de ganho são maiores, e por causa da consolidação da EZW.
A DP World e a EZW eram originalmente companhias “irmãs”, ou seja, controladas pela mesma holding, a Dubai World. Durante a crise financeira de 2008, porém, a Dubai World ficou em dificuldades, decretou moratória de suas dívidas e iniciou um longo processo de reestruturação. Nesse processo, a lucrativa DP World foi praticamente desmembrada do conglomerado controlado pelo emirado de Dubai, e recentemente incorporou a EZW.
“Esse desempenho financeiro foi atingido apesar das condições incertas do mercado, o que mais uma vez demonstra a natureza diversificada e flexível de nosso portfólio”, disse o presidente da DP World, Sultan Ahmed Bin Sulayem, segundo nota da empresa. A companhia opera terminais marítimos ao redor do mundo, inclusive no Porto de Santos, em São Paulo.
“Em 2015, nós investimos mais de US$ 3,5 bilhões em aquisições e despesas de capital, e estes investimentos nos deixam bem posicionados para ganhar com o potencial de crescimento deste setor em médio e longo prazos”, acrescentou o executivo.
Irã
Segundo informações da agência de notícias Reuters, Sulayem disse ainda que a companhia estuda entrar no mercado do Irã. A decisão de investir em instalações no Mar Cáspio vai depender da demanda.
“Com os nossos portos no Golfo, nós temos que entrar no Irã”, disse ele, de acordo com a Reuters. A expectativa é que as sanções econômicas impostas ao país persa sejam levantadas, agora que o governo iraniano entrou em acordo com potências mundiais sobre seu programa nuclear.


