São Paulo – A DP World, operadora portuária com sede em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, divulgou nesta quinta-feira (17) um avanço significativo de ganhos no ano passado. O faturamento chegou a US$ 3,968 bilhões, um aumento de 16,3% sobre 2014. O desempenho, segundo a companhia, foi influenciado pela aquisição da Economic Zones World (EZW), empresa que administra complexos industriais e de logística como a Zona Franca de Jebel Ali, também em Dubai.
A DP World informou que o aumento da capacidade de movimentação de carga em vários terminais que opera influenciou na ampliação da receita. A maior parte do faturamento da companhia veio de seus terminais no Oriente Médio, Europa e África. Foram US$ 2,911 bilhões em 2015, um crescimento de 22% em relação ao ano anterior.
Na Austrália e Américas o desempenho foi mais comedido. A receita somou US$ 642 milhões, um acréscimo de 2,2% em relação a 2014. A empresa informou que a Austrália teve um desempenho melhor, mas nas Américas a volatilidade do câmbio e o baixo preço das commodities reduziu o crescimento econômico e afetou os resultados.
A companhia citou o fraco desempenho do terminal Embraport, no Porto de Santos, Brasil, como exemplo de negócio que teve perdas com a variação do câmbio. O Embraport é uma joint-venture entre a DP World e a Odebrecht. A companhia de Dubai tem operações também na Ásia.
O lucro antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitida) da empresa ficou em US$ 1,928 bilhão no ano passado, um aumento de 21,4% sobre 2014. Com isso, a margem de Ebitida passou de 46,6% para 48,6% de um ano para o outro, um percentual recorde.
Já o lucro propriamente dito ficou em US$ 883 milhões, um crescimento de 30,7% em comparação com 2014. “Este resultado financeiro foi atingido apesar das condições incertas dos mercados, o que mais uma vez demonstra a natureza bem diversificada e resiliente de nosso portfólio, centrado em mercados de alto crescimento”, disse o presidente da companhia, Sultan Ahmed Bin Sulayem.
Ele acrescentou que a empresa investiu US$ 5,4 bilhões em 2015, sendo US$ 4 bilhões em aquisições e US$ 1,4 bilhão em bens de capital. “Estes investimentos nos deixam bem posicionados para capitalizar em cima do potencial de crescimento de médio a longo prazo desta indústria”, destacou.
Em 2016, o executivo ressaltou que as condições macroeconômicas e geopolíticas continuam incertas em algumas regiões, mas ele avalia que a empresa deverá ampliar sua movimentação acima da média do mercado.


