São Paulo – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta sexta-feira (12) que obteve lucro recorde no primeiro semestre deste ano. O resultado líquido, segundo nota da instituição, ficou em R$ 5,3 bilhões, um aumento de 47,8% sobre os seis primeiros meses do ano passado.
“O resultado foi fruto de uma gestão eficiente da carteira de renda variável, da rentabilidade com o retorno de empréstimos e de recuperações de crédito bem sucedidas”, diz comunicado divulgado pelo banco, que acrescenta que o índice de inadimplência caiu de 0,15% para 0,12%.
Salta aos olhos o crescimento de 119,6%, ou R$ 2,5 bilhões, do resultado obtido pelo BNDES em suas participações societárias. De acordo com o banco, isso ocorreu pelo aumento de 79,2% no valor recebido a título de dividendos e juros sobre o capital próprio das empresas em que a instituição tem participação. Tais repasses somaram R$ 2,1 bilhões.
A venda de ativos, por sua vez, aumentou 77,8% e rendeu quase R$ 1,6 bilhão no primeiro semestre de 2011.
Já a receita com reversão de provisão para risco de crédito, impulsionada, segundo o BNDES, pela melhora da qualidade de sua carteira e pela recuperação de créditos, ficou em R$ 850 milhões, sendo que a última variável respondeu por R$ 450 milhões. A carteira chegou a R$ 376 bilhões em 30 de junho.
Empréstimos
No que diz respeito aos desembolsos, o banco liberou R$ 55,8 bilhões nos primeiros seis meses de 2011, uma redução de 6% em relação ao mesmo período de 2010. O comunicado informa, porém, que esse desempenho está de acordo com as expectativas para o ano.
A instituição acrescenta que os números mostram “intensificação dos financiamentos aos projetos de infraestrutura e ampliação do apoio às empresas de menor porte”. No segundo caso, as liberações para as micro, pequenas e médias companhias somaram R$ 23,2 bilhões no primeiro semestre, ou 42% do total de desembolsos. De acordo com o BNDES, em 2010 essa participação foi de 32% e em 2009, de 22%.
Para as micro e pequenas somente, o crédito liberado alcançou R$ 13 bilhões, um avanço de 23% sobre os seis primeiros meses do ano passado.
Em termos de setores, a área de infraestrutura ficou com 38% do total desembolsado, seguida da indústria (34%), comércio e serviços (19%) e agropecuária (9%). Cresceram mais os empréstimos para as indústrias extrativa, metalúrgica, têxtil e de vestuário, sempre segundo o banco.

