São Paulo – O lucro do Grupo Emirates, que inclui a companhia aérea de mesmo nome e a Dnata, empresa de serviços aeroportuários, caiu 64% no primeiro semestre do ano fiscal 2016-2017, encerrado em setembro. Em valores, os ganhos do grupo árabe diminuíram de US$ 1 bilhão para US$ 364 milhões. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (09) no site da companhia aérea.
A receita do grupo no período de março a setembro deste ano cresceu 1%, ficando em US$ 12,7 bilhões. Já os ativos da empresa passaram de US$ 6,4 bilhões em março deste ano, quando se encerrou o ano fiscal 2015-2016, para US$ 4,1 bilhões em setembro, uma redução de 36%.
Segundo a nota do grupo, as perdas financeiras se deram principalmente devido aos investimentos em novas aeronaves e a projetos relacionados a infraestrutura, aquisições de novos negócios e o pagamento de títulos, empréstimos e aluguéis.
“Nosso desempenho no primeiro semestre do ano fiscal 2016-17 continua sendo impactado pela força do dólar em relação à maioria das outras moedas. Aumento da concorrência, bem como as incertezas econômicas e políticas sustentadas em muitas partes do mundo, aumentaram a pressão e reduziram a demanda por viagens”, afirmou Ahmed Bin Saeed Al Maktoum, presidente e CEO do Grupo Emirates e da Emirates Airline.
“Nos primeiros seis meses do ano, a Emirates e a Dnata continuaram crescendo em termos de habilidade e capacidade. Nossos investimentos em produtos e serviços estão agora se pagando, o que nos permite manter clientes de alto valor e atrair novos clientes, o que foi refletido no crescimento de passageiros na companhia aérea em 2,3 milhões de pessoas. Continuamos fazendo investimentos estratégicos porque sabemos que temos que trabalhar ainda mais duro para cada cliente e fazer com que cada dólar gasto valha mais por meio de inovação e eficiência em nosso negócio”, acrescentou o executivo.
De 01 de abril a 30 de setembro deste ano, a Emirates Airline transportou 28 milhões de passageiros, um número 9% maior que no mesmo período do ano passado. O volume de cargas transportado se manteve estável em 1,3 milhão de toneladas. O lucro líquido da companhia aérea na primeira metade do ano fiscal 2016-2017 caiu 75%, ficando em US$ 214 milhões.


