São Paulo – O ministro das Relações Exteriores do Egito, Ahmed Aboul Gheit, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversaram ontem (29) sobre a importância da troca de missões empresariais entre os dois países para o aumento do comércio bilateral, que saiu de US$ 400 milhões em 2003 para US$ 1,6 bilhão em 2008. Lula recebeu o chanceler egípcio em Brasília.
Segundo fontes do Planalto, o presidente afirmou que existe um potencial muito forte para ampliar o comércio e que representantes do governo brasileiro têm feito diversas visitas aos países árabes para contribuir com o aumento dos negócios.
O Egito é o terceiro maior mercado brasileiro na África e o segundo entre as nações árabes. De janeiro a junho, as exportações do Brasil para ao país somaram US$ 734,53 milhões, contra US$ 544,33 milhões no mesmo período do ano passado. Minério de ferro, carne, aviões e açúcar foram os principais itens comercializados.
O ministro disse que sua viagem faz parte da preparação da visita do presidente egípcio, Hosni Mubarak, ao Brasil, que deve ocorrer até o final do ano. Além disso, é uma retribuição às duas visitas feitas pelo chanceler brasileiro, Celso Amorim, ao Egito este ano.
Na conversa, Lula pediu o apoio do governo egípcio para a candidatura do Rio de Janeiro para sede das Olimpíadas de 2016, como vem fazendo nos últimos meses durante encontros com autoridades árabes. Gheit agradeceu o apoio brasileiro à candidatura do ministro da Cultura do Egito, Farouk Hosni, ao cargo de diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Outro assunto discutido foi o apoio do governo brasileiro ao processo da paz no Oriente Médio. Lula disse que continua à disposição para contribuir com as negociações na região e que já recebeu diversas autoridades da Palestina, Israel e Egito. Gheit afirmou ainda que concorda com o presidente do Brasil sobre a ampliação da presença de países emergentes no Conselho de Segurança da ONU.
Após o encontro com Lula, o ministro egípcio se encontrou com Amorim. Eles assinaram um memorando de entendimento sobre cooperação entre o Instituto Rio Branco e a academia diplomática egípcia e outro sobre ações conjuntas de cooperação técnica em benefício de países africanos.

