Da Agência Brasil
Genebra (Suíça) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá à tarde encontro com o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Kofi Annan, e com os presidentes da França, Jacques Chirac, e do Chile, Ricardo Lagos, para discutir a criação de um fundo mundial de combate à fome e à pobreza. O encontro foi solicitado por Lula e os quatro líderes deverão divulgar uma declaração conjunta no final da reunião sobre a necessidade de uma ação internacional para aliviar a pobreza.
A idéia de um Fome Zero Mundial foi apresentada pela primeira vez por Lula no Fórum Econômico de Davos, em janeiro de 2003, e vem conquistando apoio. A Unctad (Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento), empresários de multinacionais, o governo brasileiro e o Instituto Ethos já criaram um grupo de estudos para examinar formas de ajudar na implantação do programa.
"O Brasil vai continuar tentando convencer a sociedade internacional de que a luta contra a fome não tem dono", disse Lula. Segundo ele, aliviar a pobreza é uma obrigação ética e moral de todos. "Estou, dentro das possibilidades, tentando cumprir a minha parte; estou tentando fazer o que posso no meu país e fora dele", afirmou o presidente, ressaltando que o mundo não alcançará a paz duradoura se não tiver justiça social.
Lula havia sugerido a criação de um imposto sobre atividades financeiras semelhante à CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), com o objetivo de financiar o programa. Mas disse em Genebra que existem outras alternativas de financiamento e que aprovaria um fundo administrado pela ONU.
Apoio ao Rio
O presidente visitou pela manhã a sede do Comitê Olímpico Internacional em Lausanne, na Suíça, para defender a candidatura do Rio de Janeiro à sede das Olimpíadas de 2012. Ele conversou reservadamente com o presidente do COI, Jacques Rogge, e com o diretor do Museu Olímpico, Fancis Gabbet.
Antes de seguir para Lausane, o presidente teve uma reunião com o embaixador brasileiro na Itália, Itamar Franco. O encontro foi solicitado por Itamar, que recentemente fez críticas ao governo Lula, afirmando que o presidente precisa corrigir os rumos da política econômica e manter o que foi defendido na campanha eleitoral. Nem Itamar nem Lula quiseram comentar o teor da conversa.

