São Paulo – O tomate deve gerar mais renda no município paulista de Itapeva e seus arredores neste ano. De acordo com dados divulgados pelo governo do estado de São Paulo, a valor da produção deve ficar em R$ 444 milhões na região do Escritório de Desenvolvimento Rural (EDR) de Itapeva, que inclui as cidades de Apiaí, Barra do Chapéu, Bom Sucesso de Itararé, Buri, Guapiara, Itaberá, Itaóca, Itapirapuã Paulista, Itararé, Nova Campina, Ribeira, Ribeirão Branco, Riversul e Taquarivaí.
O aumento de renda será de 94% sobre o ano anterior, quando foram registrados R$ 228,8 milhões. A região fica no Sudeste de São Paulo, onde está a maior produção de tomate de mesa do Brasil e, de acordo com o engenheiro agrônomo da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) de Itapeva, Vandir Daniel da Silva, as principais áreas da cultura estão em Apiaí, Ribeirão Branco, Guapiara e Itapeva.
"A produção de tomate está crescendo, principalmente em Itapeva, grandes empresas de fora estão chegando para produzir", afirma o engenheiro, sobre companhias que atuam em outras regiões do País e buscam novas áreas.
De acordo com ele, é esse aumento da produção, em função de novos projetos de plantio, o principal fator do aumento de receita gerada pelo tomate. Itapeva e arredores produzem o tomate de mesa, aquele que é cultivado em varas e serve para consumo in natura.
Segundo Silva, tanto o plantio quanto a colheita são feitas de forma manual, por isso a atividade gera emprego para várias famílias na região. Existe também o cultivo do tomate rasteiro, mas esse é usado para fim industrial e não é feito em Itapeva e arredores.
O tomate plantado na região é levado para distribuidores em São Paulo, Campinas, Presidente Prudente e Curitiba, afirma Silva. O produto não é exportado. "É muito perecível, não agüenta viagem longa", diz o engenheiro agrônomo. De fato, o Brasil quase não exporta tomates frescos. Neste ano até setembro, por exemplo, o País enviou ao exterior apenas US$ 27 mil em tomates, contra US$ 648 mil no mesmo período de 2010. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Áreas propícias
De acordo com o engenheiro agrônomo do Cati, o tomate pode ser colhido na região durante todo o ano, menos nos meses mais frios, de junho e julho, em função da geada. De acordo com o secretário da Agricultura e Abastecimento de Itapeva, Cassiano Toffoli de Oliveira, os pequenos agricultores, no entanto, colhem apenas no verão, quando a produção demanda menos defensivos e adubação. No período de chuvas, por exemplo, a cultura enfrenta problemas de pragas, já que as mariposas gostam de colocar seus ovos no tomate.
Segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o tomate representa 25,87% da produção agropecuária de Itapeva e arredores. No total, a produção agrícola e pecuária deve gerar R$ 1,7 bilhão neste ano na região. No ano passado, o tomate participou com 18,26% e a produção total gerou em R$ 1,2 bilhão.
O preço médio da caixa de 25 quilos de tomate no estado, em 2010, era R$ 20,02, segundo o levantamento, e ficará em R$ 31,53 em 2011. Os especialistas explicam que o preço do produto varia muito de acordo com a demanda e oscila até de um dia para outro, se houver, por exemplo, um feriado.

