Marina Sarruf
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São Paulo – As mulheres árabes estão ganhando mais uma marca brasileira de produtos para cabelos produzidos com frutas e sementes da Amazônia, é a Nunaat. A empresa de São Paulo começou a exportar para o mercado árabe no ano passado e até agora já embarcou mais de 50 toneladas em produtos. "É um mercado que está crescendo, é muito disputado e está aberto para experimentar os produtos brasileiros", afirmou o diretor da Nunaat, Alexandre Vasto.
Os primeiros contatos da empresa paulista com importadores árabes foram feitos em 2005 na feira de cosméticos BeautyWorld Middle East, em Dubai, nos Emirados Árabes. No ano seguinte, a empresa participou novamente e conseguiu fechar pedidos com distribuidores do Líbano, Egito, Kuwait e da Arábia Saudita, sendo que esse último tem uma rede de lojas. Segundo Vasto, as maiores exportações são para a Arábia Saudita e Egito.
Atualmente, os países árabes correspondem a 15% do total das exportações da Nunaat e para aumentar a participação da empresa no mercado, Vasto vai fazer uma viagem ao Oriente Médio em dezembro. "Vou esperar passar o Ramadan (período religioso dos muçulmanos) para ir para lá. Vou levar catálogos dos novos produtos, traçar novas metas e conversar com os importadores", disse.
Segundo Vasto, um novo fator que vai ajudar no aumento das relações comerciais entre o Brasil e os países árabes é o novo vôo da Emirates Airlines, que será inaugurado no dia primeiro de outubro e terá vôos diretos de São Paulo para Dubai. "Desta vez vou direto para Dubai, que vai funcionar como um hub para os outros países árabes", acrescentou.
Os produtos mais embarcados para os árabes são os xampus, condicionadores e máscaras para cabelos. Todos são formulados com matérias-prima típicas brasileiras, como cupuaçu, buriti, açaí, castanha-do-pará, guaraná e pitanga. Além da matéria-prima, o que mais chama a atenção dos árabes na compra, segundo Vasto, é a qualidade e o preço dos produtos. "Oferecemos um produto de ótima qualidade e com preço competitivo. Isso é o que mais atrai os árabes", disse. Outro diferencial que a Nunaat oferece aos árabes é a embalagem, que conta com rótulos traduzidos em árabe.
Além dos países árabes, a Nunaat já exporta para países da Europa, América Latina, Ásia e para os Estados Unidos, que corresponde a 40% do total das exportações da empresa. Ao contrario da maioria das companhias brasileiras, a Nunaat nasceu com vocação para exportar. "Desde o começo demos foco ao mercado externo", disse Vasto. Atualmente, a empresa está presente em 15 países e conta com um laboratório em São Paulo, onde são desenvolvidas e produzidas todas as fórmulas para os cosméticos.
Grupo libanês
A Nunaat pertence ao grupo brasileiro M. Cassab, que está há 75 anos no mercado e atua em diversos setores como, nutrição e saúde animal, química industrial, nutrição humana, cosmética e farmacêutica, brinquedos, utilidades domésticas, hotelaria, eletrodomésticos, incorporações imobiliárias e trading, além de possuir uma rede de lojas de utilidades domésticas, a Spicy.
A família Cassab saiu de Abadie, uma pequena cidade perto de Beirute, capital libanesa, e chegou ao Brasil em 1910. As primeiras atividades da família começaram com máquinas de beneficiar café, algodão e arroz. Aos poucos a empresa foi crescendo e em 1949 já havia incorporado uma nova área comercial com a importação de produtos farmacêuticos.
Na década de 50 a J.Cassab, como era chamada na época, vislumbrava mais uma oportunidade no mercado: o Laboratório Cassab para a fabricação e comercialização dos cosméticos, em sociedade com a marca Max Factor no Brasil.
Atualmente, o grupo M. Cassab, tem seis unidades industriais por todo o Brasil e conta com 550 funcionários.
Serviço
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