Da redação*
São Paulo – O Escritório Nacional “Al-Sharif” de Fosfato do Marrocos (OCP, na sigla em francês) anunciou ontem (07) a abertura da indústria marroquina de fosfato aos investidores estrangeiros. O convite para a instalação de novas fábricas tem como objetivo expandir o ramo de fertilizantes e produtos químicos e é o primeiro passo tomado pelo órgão rumo à transformação das empresas estatais em instituições que operem de acordo com as regras de mercado. A notícia foi publicada nesta quinta-feira no site da TV Aljazeera na internet.
De acordo com a Aljazeera, analistas afirmam que a medida contribui para a liberalização da indústria do fosfato, como também poderá conduzir ao processo de privatização da OCP, considerada a maior empresa produtora e exportadora de fosfato no mundo, já que a média de vendas anuais é de US$ 2 bilhões, o que representa 15,6% do total das exportações marroquinas. O país detém dois terços das reservas mundiais de fosfato e é o maior exportador do insumo.
A OCP informou que as portas para investimentos externos diretos foram abertas num complexo integrado, localizado na região de Al-Jarf Al-Asfar, próxima a Casablanca, a capital econômica do Marrocos, onde há um porto que pode receber navios com capacidade para até 100 mil toneladas de carga.
O Escritório anunciou a intenção de investir US$ 2,5 bilhões nos próximos cinco anos para fortalecer a posição do Marrocos no mercado de fosfato. A empresa informou também que os investidores estrangeiros vão se beneficiar de vantagens fiscais e imobiliárias freqüentemente cedidas pelo governo aos grandes investidores, bem como do acesso direto ao produto a preços relativamente baixos.
Com a decisão, o Escritório espera atrair investidores de diversos países e regiões importadoras de fosfato, como União Européia, Índia, Brasil, Estados Unidos e Paquistão. A produção da companhia estatal é de 27,25 milhões de toneladas anuais de fosfato bruto, o que representa 43% da produção mundial. A empresa também é responsável por 47% da produção mundial de ácido fosfórico e 9,5% da produção mundial de fertilizantes.
*Tradução de Saleh Haidar

