São Paulo – Representantes do órgão de arrecadação tributária do Marrocos estiveram no Brasil para conhecer o sistema de anti-sonegação implantado pela Receita Federal brasileira. O grupo, formado por seis pessoas, esteve na fábrica da AmBev, no Distrito Federal, no começo deste mês, para ver de perto o funcionamento do Sistema de Controle de Produção de Cervejas e Refrigerantes da Receita Federal (Sicobe). A AmBev tem o sistema implantado nas 28 fábricas que possui no Brasil, segundo informações da empresa.
De acordo com a assessoria de comunicação da AmBev, os marroquinos passaram cerca de duas horas na fábrica do Distrito Federal. A unidade da fábrica de bebidas, que tem o dispositivo implantado na totalidade das suas linhas de produção, já recebeu várias delegações do exterior interessadas em ver o funcionamento do Sicobe. A visita dos marroquinos aconteceu dentro de uma programação maior, na qual eles vieram conhecer outros sistemas de trabalho da Receita Federal do Brasil.
O Sicobe tem por objetivo coibir a sonegação. O equipamento transmite diretamente para a Receita Federal informações sobre o que é produzido na indústria, como o tipo de produto, a embalagem, o preço, a marca e a quantidade. Os dados são cruzados com os números dos medidores de vazão – outro sistema de controle da Receita, mas que apenas conta o número de litros – e com as informações fornecidas pelas empresas à Receita Federal para pagamento de impostos. A implantação do Sicobe é obrigatório nas fábricas de bebidas frias do Brasil.
A AmBev foi a primeira indústria de bebidas do Brasil a instalar o Sicobe, no primeiro semestre do ano passado, em duas de suas fábricas, no Distrito Federal e em Goiás. Ela também foi a primeira a implantar os medidores de vazão, que passaram a ser obrigatórios em 2006. A companhia fabrica marcas de cervejas brasileiras como Brahma, Antarctica, Bohemia e Skol, e refrigerantes como Guaraná Antarctica, Pepsi, Sukita, Soda. Ela tem operações em 14 países, todos no continente americano, e emprega 39 mil pessoas, das quais 23 mil no Brasil.

