São Paulo – A economia marroquina vai bem apesar da situação política complicada em outras nações do Norte da África e da valorização das commodities, que fez crescer o déficit comercial do país. A conclusão é de um relatório divulgado pelo Oxford Business Group (OBG), consultoria especializada em países emergentes do Oriente Médio e Ásia.
De acordo com o levantamento, o Produto Interno Bruto (PIB) do Marrocos avançou 3,7% em 2010. Foi o 13º ano de crescimento consecutivo. Houve uma pequena redução do PIB agrícola, ao passo que o avanço dos demais setores foi de 4,5%, o que mostra uma diversificação da economia nacional.
Para 2011, a previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI), segundo o OBG, é de crescimento de 3,9%, mas o governo local aposta em 5%. De acordo com o levantamento, o desempenho econômico será auxiliado por uma safra agrícola forte, prevista entre 7 milhões e 7,8 milhões de toneladas. Apesar de ter perdido espaço, a agricultura ainda é um dos setores mais importantes do Marrocos.
Outro segmento essencial, o turismo, teve um crescimento de 8% em seu faturamento nos cinco primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2010, segundo o comunicado do OBG. Houve ainda um aumento de 6,8% nas remessas de dinheiro para casa dos marroquinos que vivem na Europa.
Ao mesmo tempo, a inflação está sob controle, de acordo com o OBG, tendo permanecido abaixo de 1% no ano passado. Para este ano, o FMI prevê 2,9% e o governo marroquino, 1,4%. A taxa básica de juros está estável em 3,25%.
Na seara do trabalho, o nível de desemprego ficou em 9,1% no primeiro trimestre de 2011, ante 10% no mesmo período de 2010.
A valorização do trigo e do petróleo, porém, contribuiu para que o déficit comercial crescesse 25% nos primeiros cinco meses deste ano, em comparação com o mesmo período de 2010. O saldo negativo ficou em 76,6 bilhões de dirhans marroquinos (US$ 9,7 bilhões). Isso ocorreu mesmo com o crescimento de 22% nas exportações, impulsionado pela valorização do fosfato e seus produtos. As vendas externas ficaram em 69,9 bilhões de dirhans (US$ 8,9 bilhões) nos cinco primeiros meses de 2011.

