São Paulo – O Marrocos foi o segundo país do mundo em redução da população de favelas no período 2000-2010, de acordo com dados do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) divulgados pelo conselheiro interregional do organismo, Jean-Yves Barcelo.
"O Marrocos está classificado em segundo lugar, atrás da Indonésia, no que diz respeito à taxa de redução da população em favelas para o período 2000-2010. Ou seja, são 45,8% de redução, considerado um bom indicador de nível quantitativo”, disse Barcelo em entrevista publicada pela agência de notícias Maghreb Arabe Presse (MAP).
Segundo a MAP, no governo do Marrocos há uma tomada de consciência da necessidade de modernização das cidades e também existe no país árabe um consenso nacional sobre a necessidade de inclusão social. O país leva adiante o programa “Cidades sem favelas”, da ONU-Habitat, o que, segundo Barcelo, teve impacto forte na redução de favelados.
Segundo as Nações Unidas, 227 milhões de pessoas no mundo deixaram de viver em favelas entre 2000 e 2010. Ainda há, no entanto, 32% da população vivendo em assentamentos inapropriados. A ONU-Habitat foi criada em 1978 justamente para promover cidades sustentáveis: economicamente produtivas, socialmente inclusivas e ambientalmente saudáveis.
O Marrocos tem uma população de 31,6 milhões de pessoas. Um pouco mais da metade dela – 56% – vive em zonas urbanas. A força de trabalho é composta por 11,4 milhões de pessoas e o Produto Interno Bruto (PIB) é de US$ 91 bilhões. Do total da renda do país, 19,2% vem da agricultura, 31,3% da indústria e 49,4% dos serviços, onde há forte participação do turismo.

