São Paulo – O Banco Central do Marrocos espera crescimento de 4% a 5% para a economia no ano que vem. De acordo com notícia publicada na agência de notícias marroquina Maghreb Arabe Presse, a instituição revisou suas projeções e acredita que, apesar dos dados positivos nos indicadores das contas externas de novembro, principalmente em função das remessas de marroquinos que moram no exterior, alguns sinais da descaleração econômica dos países parceiros do Marrocos se refletem no país.
O Marrocos vem sentindo uma desaceleração gradual, há alguns meses, nas taxas de receitas de turismo e das exportações, exceto do setor de fosfatos e derivados. Devido a isso, as previsões iniciais para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) total em 2011, excluindo agricultura, saíram de 4,5% a 5,5% para 4% a 5%. A inflação, segundo o Banco Central, está dentro de um patamar necessário para manter a estabilidade de preços no país.
Boa parte das receitas marroquinas é atrelada ao turismo. O país é também produtor de manufaturados, como calçados e têxteis, além de maior exportador mundial de fosfatos. Segundo dados da Central Intelligence Agency (CIA), as remessas de estrangeiros que trabalham no exterior também são importantes para o PIB do país. Apesar de ter uma economia relativamente estável, o Marrocos tem altas taxas de pobreza e desemprego, o que vem sendo combatido com programas de desenvolvimento humano do governo.
O país teve um PIB de US$ 103 bilhões no ano passado e a renda per capita mensal é de US$ 4,8 mil. A agricultura responde por 17,1% da economia do Marrocos, enquanto a indústria fica com 31,6% e o setor de serviços, onde está o turismo, corresponde a 51,4%, mais da metade de suas receitas. O país tem uma força de trabalho de 11,44 milhões de pessoas, segundo dados da CIA.

