São Paulo – O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou nesta quinta-feira (22) em Davos, na Suíça, que as medidas econômicas adotadas nesta semana pelo governo brasileiro foram feitas para que o País apresente crescimento econômico sólido e disse que o governo não está trabalhando apenas para o “curtíssimo prazo”. De acordo com informações divulgadas pelo blog do Palácio do Planalto, ele disse, contudo, que a economia pode demorar um pouco a reagir às mudanças e que o primeiro trimestre do ano pode apresentar desempenho frágil.
“Tivemos uma contração, deu uma melhorada, e é muito provável que a gente vá continuar subindo”, afirmou Levy em entrevista coletiva. Ele está em Davos para participar do Fórum Econômico Mundial. Na segunda-feira (19), o ministro anunciou aumento de impostos sobre o crédito, importação, combustíveis e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para atacadistas do setor de cosméticos. As medidas deverão resultar em uma arrecadação extra de R$20,4 bilhões neste ano.
Levy afirmou em Davos que quando as medidas começarem a apresentar resultados, o que não deverá demorar, o governo voltará a ter a confiança do mercado e irá atrair mais investimentos ao Brasil. “A gente já vê a disposição das pessoas para tomarem risco [de investir] no Brasil. Esse é o primeiro impacto”, disse.

