Randa Achmawi
Cairo – Devido à recente melhora em seu clima econômico e graças ao potencial de seu mercado, o Egito é atualmente o país mais atraento do Golfo Pérsico para investimentos. É o que diz o estudo da economista Maha Baligh, diretora de gestão do grupo financeiro EFG-Hermes, analisado pelo semanário econômico Al Ahram Iktissadi.
As afirmações foram tema da conferência Euromoney, que ocorreu na última semana no Cairo, e na qual foi debatido o lugar que ocupa o país na região do Oriente Médio e Norte da África em investimentos. Para Baligh, os investimentos estrangeiros preferem o Egito por duas razões: por causa do bom clima de investimentos que reina no país com indicadores satisfatórios e do importante potencial do mercado.
"Nos últimos anos, o governo egípcio adotou medidas visando a redução dos impostos em mais da metade. Ao mesmo tempo houve uma abertura do mercado através da simplificação dos procedimentos de acesso e de saída dos estrangeiros do mercado. E esta situação favoreceu muito o Egito, o posicionando em primeiro lugar na lista dos países com atrativos para investimentos da região", diz Maha Baligh em seu estudo.
A pesquisa divide a região em grupos de três países. O Egito integra o grupo formado ainda por Marrocos, Irã, Síria e Iraque, que são, segundo Maha, os países onde há mais mercado e oportunidades de investimentos. Países do próprio Golfo, segundo a especialista, investem no Egito em função da sua população, formada por 72 milhões de pessoas. "Isso fez o gigante das telecomunicações dos Emirados, Etisalat, pagar quase US$ 3 bilhões para obter a licencia da terceira linha de telefones celulares neste país apesar da existência das duas outras Mobinil e Vodafone já ativas no mercado há um certo tempo" diz ela.

