Brasília – O mercado financeiro estima que a balança comercial brasileira terá saldo positivo de US$ 3,5 bilhões este ano, segundo o boletim Focus desta segunda-feira (23), pesquisa feita semanalmente pelo Banco Central (BC) com instituições financeiras. Na semana passada, a previsão era de um superávit de US$ 3 bilhões.
A estimativa da dívida líquida do setor público permaneceu em 38% do PIB. A projeção de déficit em conta-corrente cresceu de US$ 79,5 bilhões para US$ 79,8 bilhões. A projeção de investimentos estrangeiros diretos diminuiu de US$ 57,5 bilhões para US$ 56,5 bilhões. O mercado financeiro projeta o dólar cotado a R$ 3,15 no final deste ano.
O boletim voltou a elevar a projeção da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para os analistas, o índice fechará o ano com alta de 8,12%, e não mais de 7,93% como previsto na semana anterior. Boa parte da alta da inflação está vinculada aos preços administrados, regulados pelo governo, como o da gasolina e da energia. De acordo com a projeção do Focus, este ano eles terão alta de 12,6%, e não mais de 12%, como estimado anteriormente.
Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a projeção é que a economia brasileira terá retração de 0,83%. Na semana anterior, havia sido estimada queda de 0,78%. Já para a produção industrial, o recuo projetado para o fim deste ano permanece em 2,19%.
A expectativa para fechamento da Selic, taxa básica de juros da economia e principal instrumento do BC para controle da inflação, permaneceu em 13% ao ano. Isso significa que o mercado espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) eleve a taxa mais uma vez este ano, em 0,25 ponto percentual. No início de março, o Copom subiu a Selic em 0,5 ponto percentual para 12,75% ao ano. Na ocasião, o patamar de elevação confirmou as previsões da maioria dos analistas.

